23 de maio de 2026 às 09:53

Uma menina de 4 anos foi picada por uma filhote de cobra-coral verdadeira, uma das espécies mais venenosas do país, dentro de casa em Itajaí, maior cidade do Litoral Norte de Santa Catarina. Segundo a mãe, Jéssica Schutell, a menina precisou de 10 dias para recuperação total, entre internação e tratamento em casa.
A criança sobreviveu a três choques anafiláticos – o ponto mais agudo de uma reação alérgica, que pode levar à morte em pouco tempo. A picada aconteceu após o irmão confundir a cobra-coral com uma minhoca.
Jéssica disse que a saída às pressas de casa e o atendimento veloz da equipe médica foram cruciais para salvar a vida da pequena Olívia.
"Foi tudo muito rápido e acredito que foi isso que ajudou a recuperação dela ser tão rápida também", comentou.
O choque anafilático é uma reação de hipersensibilidade aguda potencialmente fatal, que inclui sintomas e sinais, isolados ou combinados, que ocorrem em minutos ou em até poucas horas da exposição ao agente causal. Podem ser inchaços, coceiras, falta de ar, sufocamento, vômito e dor.
O caso aconteceu após o filho mais velho ver os gatos brincando com a cobra no terreno da residência.
"Pegou ela pelo rabo e trouxe para dentro de casa, falando que era uma minhoca. Eles ficaram alguns minutos observando a tal minhoca", comentou.
Depois, ele colocou a cobra em cima das pernas da irmã. A mãe suspeita de que a filha tenha se assustado e apertado o animal, que respondeu com uma picada no calcanhar. "Ela gritou na hora e começou a chorar muito", disse.
"Na hora, meu marido já viu que era uma cobra-coral. Peguei ela e documentos, ele pegou um pote e capturou a cobra. Saímos às pressas para o primeiro pronto-atendimento que havia". Lá a criança foi atendida pela primeira vez e, em seguida, foi encaminhada de ambulância até um hospital.
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