2 de Abril de 2026 às 11:20

A Polícia Civil do Paraná, por meio do 2º Distrito Policial de Ponta Grossa, concluiu as investigações sobre o furto qualificado ocorrido em uma joalheria no interior do Shopping Palladium entre os dias 21 e 22 de março de 2026.
O autor do crime, um homem de 25 anos de idade, foi formalmente indiciado após uma complexa investigação que uniu perícia técnica, análise de inteligência e cooperação interestadual, com amplo apoio do Instituto de Identificação do Estado do Paraná, via perícia papiloscópica e confronto visual de imagens.
Com base nos elementos colhidos, o Poder Judiciário decretou a prisão preventiva do investigado, que já possui histórico de crimes patrimoniais de alto vulto. A captura do suspeito ocorreu na cidade de Jaraguá do Sul/SC, no momento em que ele tentava cometer um crime com as mesmas características em um shopping daquela localidade.
O homem faz parte de uma organização criminosa estruturada, conhecida como "Piratas dos Shoppings", que tem base no Estado de Goiás e atua em diversos estados do país, como Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina. A quadrilha é notória pela especialização em incursões noturnas e pela habilidade técnica de seus integrantes. O modus operandi detalhado no relatório de investigação revela um planejamento minucioso.
O autor ingressava no estabelecimento durante o horário de funcionamento e ocultava-se dentro de uma loja de departamentos até o encerramento das atividades. Durante a madrugada, acessava o teto técnico do shopping. Deslocando-se pelo forro, rastejando pelas tubulações, ele alcançava as joalherias alvo, onde cortava fios de alarmes e sistemas de câmeras antes de descer para realizar a subtração.
A fuga também era estratégica, eis que o criminoso utilizava uma corda para descer até a área de serviços e abandonava o local em veículos de aplicativo para dificultar o rastreamento policial. A Polícia Civil ressalta que a administração do Shopping Palladium colaborou ativamente com as investigações, fornecendo prontamente informações que foram essenciais para o deslinde do caso.
Embora o autor tenha sido identificado e preso, os bens subtraídos, avaliados em cerca de R$ 40.000,00, não foram localizados até o momento, existindo a possibilidade de já terem sido comercializados por meio de receptadores. O caso agora segue para a fase judicial na Comarca de Ponta Grossa, havendo sido encaminhado ao Ministério Público local para providências.
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