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Centenário da Diocese de Ponta Grossa reúne milhares de pessoas no Centro de Eventos  

A Santa Missa em Ação de Graças ocorreu no Centro de Eventos neste domingo (10)         

10 de maio de 2026 às 19:33

Centenário da Diocese de Ponta Grossa reúne milhares de pessoas no Centro de Eventos  
Reprodução

 Das comunidades rurais aos santuários, a Diocese de Ponta Grossa celebra cem anos de uma história que se espalha por 17 municípios, 52 paróquias e centenas de comunidades 

  

Há cem anos, a Diocese de Ponta Grossa começou a escrever uma história que nunca coube apenas nos limites de uma cidade. Nascida em 10 de maio de 1926, a Igreja particular cresceu em um território amplo, marcado por comunidades rurais, devoções populares, santuários, congregações religiosas e paróquias que se tornaram referência de fé, serviço e pertença para gerações inteiras.   

Neste ano jubilar, o olhar se volta também para essa presença espalhada pelos 17 municípios que compõem o território diocesano. Além de Ponta Grossa, a missão da Igreja se estende por Carambeí, Castro, Fernandes Pinheiro, Guamiranga, Imbaú, Imbituva, Ipiranga, Irati, Ivaí, Ortigueira, Piraí do Sul, Reserva, Teixeira Soares, Telêmaco Borba, Tibagi e Ventania. Em cada cidade, a história da Diocese encontrou um modo próprio de se enraizar: no sino da matriz, na capela do interior, nas festas dos padroeiros, nas pastorais, na catequese, nas vocações e na vida cotidiana das comunidades.   

Hoje, a Diocese reúne 52 paróquias e cerca de 640 comunidades católicas, formando uma rede de evangelização que alcança bairros, vilas, colônias, distritos e localidades do interior. Mais do que uma estrutura administrativa, esse conjunto revela uma caminhada construída com a participação de padres, diáconos, religiosos, religiosas, lideranças leigas, catequistas, ministros, agentes de pastoral e famílias que mantiveram viva a presença da Igreja nos diferentes cantos do território diocesano.   

Nos municípios do interior, muitas paróquias nasceram antes mesmo da criação da Diocese, quando a evangelização já avançava por estradas de terra, pequenas capelas e comunidades reunidas ao redor da fé. Outras surgiram ao longo do século, acompanhando o crescimento das cidades, a chegada de novas famílias e o amadurecimento pastoral das comunidades. Em todas elas, a Diocese foi tomando forma não apenas como instituição, mas como presença próxima: uma Igreja que celebra, escuta, educa, acolhe, acompanha e serve.  

 

Essa história também passa pelos santuários e lugares de devoção. Em Piraí do Sul, o Santuário Diocesano de Nossa Senhora das Brotas, na localidade de Brotas, é um dos sinais mais conhecidos da fé peregrina do povo diocesano. Em Imbituva, a devoção a Santo Antônio ocupa lugar especial na vida católica do município, com raízes profundas na história local e forte presença nas comunidades. São lugares que ajudam a compreender que a evangelização se espalhou também pelas romarias, promessas, novenas, festas religiosas e gestos simples de devoção transmitidos de geração em geração.  

 

Ao longo de sua caminhada, a Diocese também foi marcada pela presença de congregações, institutos, ordens e comunidades religiosas. Religiosos e religiosas de diferentes carismas contribuíram para a evangelização, a educação, a saúde, a assistência social, a formação cristã, a vida paroquial e o acompanhamento espiritual do povo. Somados ao clero diocesano e às lideranças leigas, ajudaram a formar uma Igreja plural, enraizada no território e atenta às necessidades de cada tempo. 

  

A história diocesana carrega ainda a diversidade cultural dos Campos Gerais. Em seu território, a fé católica encontrou povos, tradições e modos de viver diferentes. Comunidades de origem polonesa, ucraniana, italiana, alemã e de tantas outras matrizes contribuíram para formar uma identidade religiosa expressa nas festas, cantos, imagens, costumes e devoções que atravessam a vida comunitária.  

 

Celebrar cem anos, portanto, é olhar para Ponta Grossa, sede da Diocese, mas também reconhecer que essa história se tornou fecunda porque se espalhou. Está nas matrizes centenárias e nas novas paróquias. Está nas comunidades pequenas e nas grandes celebrações. Está nos santuários, nas pastorais, nas congregações, nas capelas do interior e na vida silenciosa de tantos fiéis que sustentaram a missão da Igreja com trabalho, oração e pertença.   

Neste domingo (10) toda a Diocese se reuniu no Centro de Eventos de Ponta Grossa para a grande celebração do centenário, cada município, paróquia e comunidade levou consigo uma parte dessa história. Uma história feita de caminhos, de fé e de gente que, há cem anos, ajuda a Igreja a caminhar com o povo.   

   

   

   

    

   

   

   

 

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