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Secretarias de Meio Ambiente e Infraestrutura prestam contas sobre desassoreamento do Lago de Olarias

Vereadores questionaram cronograma, estrutura do serviço e medidas preventivas

20 de maio de 2026 às 17:57

Secretarias de Meio Ambiente e Infraestrutura prestam contas sobre desassoreamento do Lago de Olarias
Divulgação

A Câmara Municipal de Ponta Grossa (CMPG) recebeu, nesta quarta-feira (20), os secretários municipais de Meio Ambiente e de Infraestrutura, Carla Kritski e Luiz Henrique Honesko, respectivamente, para uma prestação de contas sobre as obras de desassoreamento do Lago de Olarias. Durante a reunião, os vereadores puderam esclarecer dúvidas sobre o andamento dos trabalhos, prazos de execução, estrutura empregada na obra e medidas ambientais adotadas pela Prefeitura Municipal. 

Necessidade da intervenção 

Segundo os secretários, a intervenção no Lago de Olarias é considerada necessária e urgente devido ao avanço do assoreamento, agravado pelas obras executadas no entorno do parque. Durante a explanação, Luiz Henrique Honesko destacou que a Prefeitura possui diversas obras em andamento no município, mas reforçou a importância do Lago de Olarias para a cidade. Segundo ele, a participação conjunta das duas secretarias ocorreu justamente para esclarecer questões técnicas relacionadas à engenharia da obra e ao andamento dos serviços. 

De acordo com a equipe técnica, embora o assoreamento seja um processo natural em lagos artificiais, o volume registrado atualmente ultrapassa os níveis considerados normais, exigindo intervenção mais ampla para evitar danos ambientais, impactos à fauna local e prejuízos ao paisagismo do parque. 

Estrutura da obra e maquinário 

Durante os questionamentos, vereadores cobraram informações sobre a quantidade de máquinas utilizadas nos trabalhos. Os secretários explicaram que a operação começou com uma escavadeira e dois caminhões, mas atualmente conta com duas escavadeiras hidráulicas e quatro caminhões atuando na retirada dos sedimentos. 

A equipe técnica detalhou ainda que, antes da ampliação do maquinário, foi necessário criar um caminho de serviço com aterro de pedras e outros materiais para garantir segurança e permitir a circulação dos equipamentos pesados e que a frente de trabalho escolhida foi definida por causar menos impacto ao parque e ao uso do espaço pela população, além de reduzir transtornos no trânsito de caminhões e máquinas. 

Segundo os representantes do Executivo, o aumento do número de máquinas depende diretamente da abertura de novas frentes de trabalho, já que apenas adicionar equipamentos sem espaço operacional adequado poderia comprometer a segurança e a eficiência da obra. 

Os secretários ainda informaram que a Prefeitura avaliou alternativas técnicas para o desassoreamento utilizando outros equipamentos, mas os orçamentos apresentados variavam entre R$ 9 milhões e R$ 12 milhões. Diante do alto custo, o município optou por um modelo considerado mais viável financeiramente. 

Prazo para conclusão 

Sobre o cronograma, os secretários afirmaram que, com a estrutura atual e considerando as condições climáticas, o prazo estimado para conclusão é de sete meses. Eles destacaram que o período chuvoso registrado no início da obra e na última semana prejudicou o avanço dos trabalhos. 

Apesar disso, a Prefeitura informou que pretende ampliar a equipe para reduzir o prazo de execução, desde que novas frentes de serviço sejam abertas. Os secretários também se colocaram à disposição para manter os vereadores atualizados sobre o andamento dos trabalhos e realizar visitas técnicas ao local. 

Medidas preventivas 

Além disso, os secretários confirmaram que empreendedores responsáveis por irregularidades no uso do solo no entorno do lago foram notificados e multados por danos ambientais. Segundo os representantes do Executivo, parte do assoreamento também está relacionada à falta de pavimentação na região, motivo pelo qual a ampliação da malha asfáltica é tratada como prioridade pela gestão municipal para evitar novos danos ambientais no futuro. 

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