14 de maio de 2026 às 11:16

O Paraná alcançou no 1º trimestre de 2026 a menor taxa de desocupação da sua história para os três primeiros meses do ano desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, iniciada em 2012. Os dados mais recentes foram divulgados nesta quinta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com o Estado aparecendo com um índice de 3,5%, o que reforça o Paraná como um dos líderes nacionais na geração de empregos.
O resultado do 1º trimestre de 2026 representa uma queda de 0,5 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2025, quando a taxa havia sido de 4%, até então a melhor marca histórica para o período de janeiro a março de um ano no Paraná.
Os dados mostram ainda uma trajetória consistente de redução do desemprego ao longo dos últimos anos. Com exceção do avanço registrado entre o 1º trimestre de 2020 e 2021, em razão dos impactos econômicos provocados pela pandemia de Covid-19, todos os anos entre 2018 e 2026 apresentaram redução na taxa de desocupação, sendo esta a quinta queda anual consecutiva no índice.
A série histórica da PNAD Contínua mostra ainda que o Paraná saiu de uma taxa de 10,4% no 1º trimestre de 2017 para os atuais 3,5%, uma redução de 6,9 pontos percentuais em menos de uma década. Em termos proporcionais, o contingente de desocupados no Estado caiu para praticamente um terço do registrado no período mais crítico da série.
Na prática, o índice coloca o Estado em uma faixa considerada por economistas como compatível com o pleno emprego. Neste conceito – utilizado até mesmo pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) –, o pleno emprego não significa desemprego zero, mas taxas residuais ligadas à transição entre vagas e movimentações naturais do mercado de trabalho.
O desempenho coloca o Paraná com a 4ª menor taxa de desocupação do Brasil no 1º trimestre de 2026, atrás apenas de Santa Catarina (2,7%), Mato Grosso (3,1%) e Espírito Santo (3,2%). O índice paranaense também ficou abaixo dos registrados em algumas das maiores economias do País, como São Paulo (6%), Minas Gerais (5%) e Rio de Janeiro (7,3%).
A taxa de desocupação do Paraná também ficou muito abaixo da média nacional, que foi de 6,1% no 1º trimestre de 2026. O resultado reforça o cenário de maior dinamismo do mercado de trabalho paranaense em relação ao restante do País.
MERCADO DE TRABALHO – De acordo com a PNAD Contínua, o Paraná terminou o trimestre com 9,83 milhões de pessoas em idade de trabalhar. Pela metodologia do IBGE, esse grupo engloba todas as pessoas com 14 anos ou mais de idade, independentemente de estarem ocupadas, procurando emprego ou fora do mercado de trabalho.
Desse total, 6,48 milhões de pessoas compõem atualmente a força de trabalho do Estado. Segundo o IBGE, fazem parte desse grupo as pessoas ocupadas e também aquelas desocupadas, mas que estavam disponíveis e buscando uma vaga de emprego no período pesquisado. O número representa o maior contingente de trabalhadores da série histórica da PNAD Contínua no Paraná.
Além da redução do desemprego, os dados apontam uma melhora mais ampla na qualidade do mercado de trabalho paranaense. Na comparação com o 1º trimestre de 2025, o Estado passou a ter 28 mil pessoas a menos desocupadas, outras 37 mil deixaram a informalidade e 24 mil saíram da condição de subutilização da força de trabalho. Isso significa que mais pessoas estão acessando empregos formais, com maior estabilidade, renda e proteção trabalhista – movimento que fortalece o consumo, a arrecadação e a atividade econômica do Estado.
Os resultados da PNAD Contínua reforçam ainda o momento favorável da economia paranaense, impulsionado pela expansão de investimentos privados, crescimento industrial, fortalecimento do agronegócio e ampliação do setor de serviços, fatores que têm contribuído para manter o mercado de trabalho aquecido em diferentes regiões do Estado.

Foto: IBGE
RENDA RECORDE – Os trabalhadores paranaenses também alcançaram no 1º trimestre de 2026 o maior rendimento médio da série histórica da PNAD Contínua para o período. O rendimento mensal habitual chegou a R$ 4.055, superando em R$ 303 o valor registrado no mesmo trimestre de 2025, quando a média era de R$ 3.752.
Na comparação anual, o crescimento da renda foi superior a 8%, acima da inflação oficial acumulada no período, medida pelo IPCA, que ficou em cerca de 4,1%. Isso significa que os trabalhadores paranaenses tiveram ganho real de remuneração, com aumento efetivo do poder de compra.
O avanço registrado no Paraná também foi superior ao desempenho nacional. Em todo o Brasil, o rendimento médio mensal dos trabalhadores ficou em R$ 3.610 no 1º trimestre de 2026, com aumento de apenas R$ 178 em relação ao mesmo período do ano anterior.
Os indicadores mostram que, além de ampliar o número de pessoas empregadas, o Paraná também tem conseguido elevar a qualidade da renda do trabalho. O crescimento do rendimento médio fortalece o consumo das famílias, impulsiona a atividade econômica e contribui para manter o mercado interno aquecido.
SÉRIE HISTÓRICA – A trajetória da taxa de desocupação do Paraná no 1º trimestre de cada ano desde o início da série histórica da PNAD Contínua mostra a evolução do mercado de trabalho no Estado:
2012: 5,6%
2013: 4,9%
2014: 4,2%
2015: 5,4%
2016: 8,1%
2017: 10,4%
2018: 9,7%
2019: 9%
2020: 8%
2021: 9,4%
2022: 6,8%
2023: 5,4%
2024: 4,8%
2025: 4%
2026: 3,5%
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