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Justiça conclui que cão Orelha não morreu por agressões de adolescentes, e pede arquivamento do caso

Manifestação levou em conta a análise de quase dois mil arquivos, entre laudos técnicos, vídeos, imagens e dados apreendidos

12 de maio de 2026 às 20:48

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Justiça conclui que cão Orelha não morreu por agressões de adolescentes, e pede arquivamento do caso
Arquivo

O MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) pediu o arquivamento das investigações do caso do Cão Orelha, cachorro encontrado ferido que precisou passar por eutanásia em Florianópolis, capital catarinense. O documento foi encaminhado à Vara da Infância e Juventude da Comarca da Capital na última sexta‑feira (8) e as informações foram divulgadas na tarde desta terça-feira (12). 

De acordo com o Ministério, após análise de quase dois mil arquivos, o órgão chegou à conclusão de que os adolescentes e o animal não estiveram juntos na praia no período da suposta agressão. Ainda de acordo com as informações do MPSC, a morte do cão “Orelha” está associada a uma condição grave e preexistente, e não a agressão. 

Segundo o órgão, os relatórios da investigação policial sustentavam que o adolescente apontado como responsável pela agressão e o cão teriam permanecido simultaneamente na praia por cerca de 40 minutos, mas uma comparação na reconstituição do linha do tempo evidenciou uma defasagem de aproximadamente 30 minutos entre os horários registrados. 

As câmeras do condomínio registram horário adiantado em cerca de 30 minutos em relação aos horários registrados nas câmeras do sistema Bem-Te -Vi. A pericia confirmou esse descompasso temporal. 

Com a confirmação da perícia, o ministério chegou à conclusão de que não há registros que comprovem a presença do animal na orla da Praia Brava, como confirmaram as testemunhas ouvidas no decorrer da investigação. 

Ainda de acordo com o MPSC, verificou‑se que, nos instantes em que o adolescente esteve nas imediações do deck, o cão se encontrava a cerca de 600 metros de distância. Dessa forma, não se sustenta a tese de que ambos tenham compartilhado o mesmo espaço por aproximadamente 40 minutos, como afirmado nos relatórios policiais. 

Além disso, a constatação, pelas imagens analisadas na perícia, de que o cão mantinha plena capacidade motora e padrão de deslocamento normal quase uma hora após o horário em que a investigação presume a ocorrência do ato da suposta agressão, afastou a tese de que ele teria retornado da praia já debilitado por “agressões” recentes. 

 

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