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Membros da CPI entregam relatório final e pedem multa de R$ 12,5 milhões contra a Sanepar

8 de Maio de 2025 às 18:01

Membros da CPI entregam relatório final e pedem multa de R$ 12,5 milhões contra a Sanepar
Divulgação

Relatório será encaminhado para órgãos de justiça para culpabilização de responsáveis. Documento foi apresentado à imprensa nesta quinta-feira (8)


Na tarde desta quinta-feira (08), os membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que investigava a atuação da Companhia Paranaense de Saneamento (Sanepar) no colapso do abastecimento de água em Ponta Grossa no início de 2025, aprovaram por unanimidade o relatório final da comissão. Relatora da CPI, a vereadora Joce Canto (PP), destacou o trabalho dos membros da Comissão na elaboração do relatório que indica que a Sanepar deve ser multada em R$12,5 milhões pela Prefeitura por não prestação dos serviços.


Com 119 páginas, o relatório final da CPI concluiu que a Prefeitura Municipal de Ponta Grossa (PMPG), juntamente com a Sanepar, não cumpriram o Plano Municipal de Saneamento Básico, que previa a captação de água do Rio Pitangui desde 2015. A obra em questão, foi concluída somente neste ano de 2025, 10 anos depois da data prevista inicialmente.


Após a aprovação do relatório, o presidente da CPI Guilherme Mazer (PT) afirma que os próximos passos serão apresentar as recomendações das investigações aos órgãos de fiscalização e justiça para que os responsáveis respondam pelo não cumprimento dos serviços. “Vamos levar as recomendações aos órgãos competentes para que as pessoas sejam responsabilizadas pela negligência nos serviços prestados e pela falta de fiscalização que culminaram no desabastecimento da cidade”, aponta.


Relatora da CPI Joce Canto (PP), durante a leitura do relatório, apontou que a Prefeitura repassa R$ 25 milhões por mês para a Sanepar, totalizando R$ 300 milhões de faturamento para a companhia anualmente. De acordo com Joce, esse valor chegará a mais de R$ 6 bilhões após a prefeita Elizabeth Schmidt ter renovado a concessão com a Sanepar até 2048, renovação, que segundo a relatora, não passou pela Câmara Municipal, o que é previsto por lei. “Nós nem fazíamos ideia de como funcionava o contrato novo das microrregiões, não era algo familiar porque não passou pelos vereadores”, conta.


Membro da comissão, o vereador Geraldo Stocco (PV) chamou a atenção para o fato da CPI não ter tido acesso a registros contratuais que mostram quais são as contrapartidas da Sanepar para a concessão, o que não garante que obras de melhorias estruturais sejam realizadas. “A Prefeitura não nos encaminhou esses documentos, e em oitiva o procurador do município afirmou não existir esse registro. É grave a prefeitura, repassando tantos recursos, não ter a garantia de contrapartidas da Sanepar”, ressalta.

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