22 de junho de 2026 às 22:28

Quatro pessoas foram denunciadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Paraná (MP-PR) por envolvimento em um esquema de "rachadinha" comandado pelo deputado estadual Ricardo Arruda (PL).
Entre os denunciados está a esposa do deputado, Patrícia Miranda Arruda Nunes.
Além dela, foram denunciados três servidores que, na época dos crimes, eram comissionados da Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP): André Felipe Cassineli Luiz, Lucas Dorini Sabbato e Bruno Palazzo da Silva.
Conforme o MP, o deputado estadual – que não integra a ação penal por já ter sido denunciado pelo esquema em 2024 – exigiu de servidores comissionados o repasse de parte dos salários. Os valores eram recebidos de forma indireta, com o uso de mecanismos destinados a ocultar a origem e o destino do dinheiro.
Segundo a denúncia do MP, os crimes de lavagem de dinheiro e concussão – quando um funcionário público exige, para si ou para outra pessoa, vantagem indevida, em razão da função – foram cometidos entre 2018 e 2023 e envolveram valores de aproximadamente R$ 132,8 mil.
Em nota, afirmando representar os quatro acusados, o deputado Ricardo Arruda disse que "as acusações são inverídicas e que tem confiança plena no trabalho da Justiça Paranaense, que reconhecerá a verdade e absolverá todos os envolvidos nas injustas acusações do GAECO".
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