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Em apoio ao povo judeu, deputados apresentam moção de repúdio às declarações do Presidente Lula

20 de fevereiro de 2024 às 17:01

Em apoio ao povo judeu, deputados apresentam moção de repúdio às declarações do Presidente Lula
Créditos:Dálie Felberg/Alep
O deputado Ney Leprevost, protocolou na Assembleia Legislativa do Paraná, “Moção de Desagravo” as declarações do presidente do Brasil, comparando a guerra de Israel contra o Hamas ao Holocausto.

“Nada pode ser comparado ao Holocausto. Os crimes praticados pelos nazistas contra o povo judeu, os cristãos, os ciganos, os homossexuais e as pessoas com deficiência foram a maior atrocidade de todos os tempos e requerem condenação veemente para que jamais se repitam”, afirmou Leprevost.

O parlamentar também criticou a falta de empenho do governo brasileiro no necessário e urgente combate a grupos neonazistas que agem no Brasil a partir da deep web incitando o ódio contra judeus e afrodescendentes.

“Defendemos dois estados autônomos, um judeu e um palestino. Está é a única solução para garantir a paz entre as nações. Os grupos terroristas que matam pessoas desarmadas, sequestram crianças e estupram as mulheres, precisam ser aniquilados da face da terra. Por outro lado, é necessário garantir o respeito aos direitos fundamentais dos moradores de Gaza não vinculados a grupos terroristas”, escreveu Leprevost.

Segundo o parlamentar, o ex-governador Bento Munhoz da Rocha já dizia que o Paraná “é a terra de todas as gentes”. “Aqui, não admitiremos conflitos raciais, étnicos ou religiosos. A paz e a ordem irão prevalecer. A hospitalidade e a solidariedade entre nossa gente não serão afetados por fatores externos”.

Deputado Adriano José (PP) apresenta moção de repúdio às declarações do Presidente Lula

O deputado Adriano José (PP) apresentou na sessão plenária desta terça-feira (20) requerimento de moção de repúdio declarações do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. O texto destaca a forte indignação causada pelas afirmações do presidente em uma entrevista realizada no dia 18 de fevereiro de 2024.

O texto requerimento contextualiza que “durante a entrevista, o presidente Lula declarou que "o que Israel está fazendo com o povo palestino é um crime contra a humanidade, é um novo Holocausto, é um genocídio". Essa declaração, diz o requerimento, gerou controvérsia e descontentamento, especialmente devido à omissão de importantes contextos históricos e eventos recentes.

“O presidente Lula ignorou completamente o ataque sem precedentes perpetrado pelo grupo terrorista Hamas contra Israel, ocorrido no dia 7 de outubro de 2023. Esse ataque resultou na trágica morte de mais de 1.400 israelenses e cidadãos estrangeiros, incluindo 31 crianças, evidenciando a gravidade da situação e a necessidade de considerar todos os lados do conflito”, afirma o texto.

Além disso, o requerimento aponta que “as declarações de Lula foram consideradas ofensivas à memória das vítimas do Holocausto, o maior crime contra a humanidade da história, que ceifou a vida de 6 milhões de judeus durante a Segunda Guerra Mundial”.

O texto da moção ainda diz que “a atitude do presidente Lula também foi apontada como uma violação dos princípios da Constituição Federal do Brasil, que preconiza o respeito à autodeterminação dos povos, a não-intervenção, a defesa da paz e a cooperação entre as nações para o progresso da humanidade. Essa postura irresponsável abalou as relações diplomáticas entre o Brasil e Israel, país com o qual o Brasil mantém laços históricos e parcerias em diversas áreas”

Diante desse cenário, o deputado em nome da Assembleia Legislativa manifestou seu profundo e veemente repúdio às declarações do presidente Lula, considerando-as uma visão distorcida, parcial e irresponsável do conflito entre Israel e o Hamas. “A moção de repúdio reforça o compromisso com a paz, a justiça e o respeito à dignidade de todos os povos envolvidos nesse complexo contexto do Oriente Médio’, afirma o parlamentar.

“Essa manifestação busca reiterar a importância do diálogo equilibrado, da busca pela verdade e da promoção da paz em meio a conflitos internacionais tão sensíveis e impactantes”, conclui Adriano José.

 

da assessoria
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