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Polícia

Quadrilha que aplicava golpes em idosos tinha levantado mais de R$ 30 milhões, diz policia

16 de Agosto de 2019 às 03:50

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) fez uma operação nesta quinta-feira (15) para cumprir 105 mandados de busca e apreensão em endereços ligados a empresas que atuam no ramo de seguros. Há suspeitas de que as pessoas envolvidas tenham roubado cerca de R$ 30 milhões por meio de golpes praticados contra pessoas idosas. Os mandados judiciais foram cumpridos em Curitiba e Região Metropolitana (RMC).

Cerca de 150 policiais civis fazem buscas nos bairros Boa Vista, Barreirinha, São Loureço, Bairro Alto, Bacacheri, Juvevê, Pilarzinho, Centro, Centro Cívico, São Francisco, Rebouças, Bigorrilho, Santa Felicidade, Água Verde, Portão, Boqueirão, Xaxim, Fanny, Vila Guaíra, Guaíra, Cidade Industrial de Curitiba e Campina do Siqueira.

Na RMC, os mandados foram cumpridos nos municípios de São José dos Pinhais, Pinhais, Bocaiuva do Sul, Itaperuçu, Araucária e Fazenda Rio Grande.

Até as 14h30 desta quinta-feira (15) foram cumpridos 70 mandados de busca e apreensão e apreendidos diversos documentos, entre eles de policiais civis, militares e servidores do exército, utilizados para coletar dados, além de computadores.

Também foi encontrada grande quantidade de medicamentos anestésicos e para procedimentos estéticos, em sua maioria vencidos, na residência de um suspeito que não exerce nenhuma profissão ligada ao ramo da saúde. Será apurado se há crime contra o consumidor ou até mesmo contra a saúde pública.

Ao todo, 29 pessoas relacionadas às empresas estão sendo investigadas. Conforme apurado, o grupo fazia contato telefônico com as vítimas, em sua maioria idosos aposentados. Um integrante do grupo identificava-se como representante de bancos e da Paraná Previdência e alegava a necessidade de uma atualização cadastral para pegar todos os dados das vítimas.

Depois, os suspeitos iam até as residências dos idosos e os induziam a assinar diversos documentos, grande parte deles em branco, sob o pretexto de dar efetividade a atualização cadastral. Passados alguns meses, as vítimas se davam conta de que estavam sendo descontados automaticamente valores indevidos de suas aposentadorias. Só assim percebiam que haviam sido vítimas de um golpe.

De acordo com as investigações, que já acontecem há aproximadamente um ano, a organização criminosa pode ter feito vítimas em diversas regiões do Brasil. Com a deflagração da operação, a PCPR acredita que centenas de vítimas devem comparecer até unidades policiais registrar Boletim de Ocorrência.
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