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Policia civil prende grupo que aplicava golpe de pirâmide financeira no Paraná

18 de outubro de 2019 às 03:36

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu seis pessoas envolvidas com crime de pirâmide financeira, na manhã desta quarta-feira (16), em Curitiba e São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Conforme apurado, o grupo criminoso teria adquirido mais de R$ 30 milhões com os golpes.

Onze mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços relacionados aos criminosos. Durante as buscas a PCPR apreendeu dois veículos BMW, diversos relógios de luxo, dois revólveres e várias munições. As armas estavam em posse do segurança de uma casa de jogos, localizada em São José dos Pinhais e que é de propriedade de um dos investigados.

De acordo com as investigações, o grupo recrutava pessoas para fazer investimentos na empresa com a promessa de que geraria um retorno financeiro de 30% sob o capital destinado no curto período de três meses. Os suspeitos ofereciam investimentos na bolsa de valores, mas nenhum deles era credenciado junto à Comissão de Valores Mobiliários para oferecer o serviço legalmente.

No curso das investigações a PCPR verificou que algumas vítimas que investiam valores mais baixos chegavam a ser pagas como forma de atrair outras vítimas. O objetivo era atrair cada vez mais pessoas, que fizeram investimentos cada vez mais altos. Elas eram induzidas a não mexer no dinheiro investido, razão pela qual demoravam a se dar conta que haviam perdido tudo.

Em um dos casos, os suspeitos chegaram a forjar um contrato de garantia de veículo, avaliado em R$ 67 mil, prometendo rentabilidade de 50% em três meses. Há vítimas que chegaram a investir mais de R$ 500 mil e perderam todo o dinheiro.

Segundo a polícia, antes de abrirem a empresa para os golpes, os investigados não possuíam nenhum imóvel em seus nomes e em pouco mais de um ano de atividade todos chegaram a ter cerca de quatro imóveis cada um. Os envolvidos ostentavam vida de luxo para atrair mais vítimas.

Quatro pessoas estão foragidas. A PCPR prossegue com as investigações com objetivo de localizá-las. Todos os integrantes do grupo responderão por associação criminosa, estelionato e crime de pirâmide financeira.
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