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Operação da PF combate crimes previdenciários no Paraná e outros dois estados

8 de novembro de 2022 às 05:49

Operação da PF combate crimes previdenciários no Paraná e outros dois estados
Departamento de Polícia Federal
Cerca de 160 policiais federais estão cumprindo 40 mandados de busca e apreensão e 15 mandados de prisão, nas cidades de Balneário Camboriú/SC, Camboriú/SC e Itajaí/SC, nas cidades paranaenses de Curitiba, Maringá e Fazenda Grande, além de Petrolina/PE

Itajaí/SC- A Polícia Federal deflagrou, no dia de hoje (8/11), a Operação Segue o Baile! A Festa Continua! para combater crimes previdenciários praticados por grupos criminosos recidivos que atuam, principalmente, em Santa Catarina e nos estados do Paraná e de Pernambuco.

Cerca de 160 policiais federais estão cumprindo 40 mandados de busca e apreensão e 15 mandados de prisão (sete preventivas e oito temporárias), nas cidades catarinenses de Balneário Camboriú, Camboriú e Itajaí, nas cidades paranaenses de Curitiba, Maringá e Fazenda Grande, além de Petrolina/PE.

A ação, que visa desarticular três organizações criminosas, resulta do trabalho da Força-Tarefa Previdenciária, integrada pela Polícia Federal e pela Coordenação-Geral de Inteligência Previdenciária e Trabalhista e dá continuidade à Operação Segue o Baile, deflagrada em novembro de 2021.

Tais grupos eram especializados em fraudar a Previdência Social agindo na obtenção irregular de benefícios, especialmente pensões por morte e aposentadorias.

Para  tanto, eles utilizavam documentos falsos para comprovar vínculos de dependência inexistentes com segurados falecidos, bem como reativavam irregularmente benefícios suspensos com o uso indevido de matrículas e senhas de servidores do INSS, passando a inserir os nomes de membros da organização como novos titulares ou curadores dos legítimos beneficiários.

A Força-Tarefa já identificou prejuízo na ordem de R$ 4,5 milhões aos cofres da Previdência Social, sendo que essa quantia poderia superar a casa de R$ 10 milhões, caso a operação policial não interrompesse a ação criminosa.

Os investigados responderão pelos crimes de organização criminosa, estelionato previdenciário, acesso indevido aos sistemas da previdência, entre outros que porventura venham a ser identificados. As penas somadas para tais crimes podem alcançar, aproximadamente, 20 anos de prisão.

Será concedida coletiva à imprensa, hoje, às 10hs, na Delegacia de Polícia Federal em Itajaí/SC - Rua Lauro Müller, no 73, Centro.
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