20 de julho de 2026 às 11:48

O incêndio que provocou a morte de uma idosa em Boa Esperança, no Sul de Minas Gerais, deixou de ser tratado como acidental e passou a ser investigado como homicídio. Após meses de apuração, a Polícia Civil (PC) concluiu que a filha matou a mãe ateando fogo no quarto para tentar encobrir o crime.
O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário e aponta a mulher (42 anos) como autora do assassinato de Graça Maria Nogueira Silva, que morreu carbonizada no dia 12 de maio.
Com a mudança na linha de investigação, a PC ouviu 15 testemunhas e identificou um histórico de desentendimentos entre mãe e filha, motivados principalmente por questões financeiras.
As apurações indicam que, na manhã do crime, as duas discutiram depois que a idosa pediu para a filha deixar a residência onde moravam juntas. Durante a briga, Graça Maria caiu, bateu a cabeça e ficou desacordada.
De acordo com a investigação, a suspeita, temendo as consequências do ocorrido e sem verificar se a mãe ainda estava viva, incendiou o cômodo para ocultar o caso e fazer o crime parecer um acidente.
A mulher confessou o homicídio durante depoimento na delegacia e foi indiciada por homicídio qualificado. O procedimento foi enviado ao Ministério Público, que decidirá se apresentará denúncia à Justiça. Caso a acusação seja aceita, a investigada poderá responder ao processo perante o Tribunal do Júri.
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