23 de Fevereiro de 2026 às 17:49

A reportagem do Jornal Razão obteve informações exclusivas sobre a prisão de um funcionário da Britânia, em Joinville/SC, suspeito de desviar cerca de R$ 2 milhões em produtos.
Gabriel Oliveira Ghizoni (27 anos) foi preso após a empresa identificar movimentações consideradas irregulares e extremamente suspeitas. Conforme relatos obtidos com exclusividade pelo Jornal Razão, o colaborador realizava reservas diárias de um veículo Renault Duster de uso coletivo da empresa e carregava produtos acabados na Planta A, localizada na Rua Vergílio Prochnow, em Pirabeiraba, com notas fiscais indicando como destino o Centro de Distribuição, na Rua Dona Francisca.
O problema é que, segundo a apuração interna, os produtos não chegavam ao destino indicado. Diante da suspeita, a empresa instalou dispositivo de rastreamento no veículo utilizado pelo funcionário.
Conforme a apuração exclusiva do Jornal Razão, o monitoramento apontou que, após sair da fábrica, o carro seguia para uma empresa de self storage no bairro Costa e Silva. No local, os eletrodomésticos seriam armazenados.
Ainda segundo a apuração do Jornal Razão, a função de Gabriel não incluía a retirada nem o transporte de produtos acabados. Ele tampouco era ‘do alto escalão’ da empresa, e não teria autorização para realizar esse tipo de movimentação.
Os itens desviados incluíam aspiradores de pó, bebedouros, ventiladores, batedeiras e peças de reposição, todos produtos finalizados e prontos para comercialização.
A investigação interna também identificou que o suspeito manteria intensa atividade de vendas on-line. Conforme as informações exclusivas do Jornal Razão, foram localizadas contas nas plataformas Mercado Livre, OLX e Marketplace do Facebook, associadas à chamada “Loja AGG”, com vendas registradas em nome do próprio investigado e de familiares, como o irmão, a cunhada e a companheira, que também, supostamente, teriam realizado vendas pelas redes sociais.
Somente no Mercado Livre, foram identificadas aproximadamente 10.000 vendas ligadas ao investigado e seus parentes, segundo levantamento ao qual o Jornal Razão teve acesso. No computador utilizado por ele na empresa, teriam sido encontrados comprovantes de vendas no e-mail e na pasta de downloads.
A suspeita é de que o esquema estivesse em funcionamento há cerca de quatro anos. Outro ponto que chamou atenção foi a abertura recente da empresa Global Evolução Industrial Ltda, com CNPJ ativo desde 3 de fevereiro de 2026, no bairro Costa e Silva, em Joinville.
Durante a operação, a Polícia Civil (PC) recuperou mais de mil eletrodomésticos, avaliados em aproximadamente R$ 2 milhões. Segundo o delegado Rodrigo Gusso, da 6ª Delegacia de Polícia, os produtos estavam armazenados em um galpão alugado e eram comercializados por valores abaixo do mercado. Ele afirmou que a grande quantidade de itens chamou atenção.
A PC informou que há outros envolvidos identificados e que as investigações continuam para dimensionar o prejuízo total e apurar eventuais responsabilidades. Os produtos apreendidos deverão ser devolvidos à empresa.
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