23 de julho de 2026 às 11:04

A Polícia Civil do Paraná, por intermédio do 2º Distrito Policial de Ponta Grossa, em atuação coordenada com a Polícia Civil do Estado de Santa Catarina (DEIC/DCAC), concluiu nesta data as investigações relativas a uma rede estruturada de comercialização ilegal de medicamentos de uso restrito hospitalar.
O procedimento policial culminou no indiciamento formal de três mulheres integrantes de um mesmo núcleo familiar pelo crime de falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais.
O caso teve início a partir de uma denúncia técnica encaminhada pelo Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina (CRM-SC), que apontava um perfil na rede social Instagram anunciando a venda ilícita de pílulas abortivas (Cytotec/misoprostol) com um número de contato de Santa Catarina.
Contudo, o aprofundamento das investigações e o cruzamento de dados de inteligência cibernética revelaram que, embora os anúncios simulassem uma base catarinense, as investigadas estavam localizadas, residiam e agiam diretamente a partir do município de Ponta Grossa, no Paraná.
Durante a instrução do feito, foram cumpridos mandados de busca e apreensão domiciliar na residência das investigadas em Ponta Grossa/PR, resultando no recolhimento de dispositivos eletrônicos e na quebra do sigilo telemático autorizado pelo Poder Judiciário.
Muito embora não tenham sido localizados estoques físicos de medicamentos na residência durante as buscas, a farta análise forense realizada nos smartphones apreendidos pela Polícia Científica demonstrou a existência de um grupo corporativo virtual estruturado, no qual as indiciadas dividiam tarefas operacionais específicas, incluindo o controle e tabelamento de preços e a prospecção de clientes em larga escala. Frisa-se que uma das investigadas atua como enfermeira obstetra.
As substâncias comercializadas ilegalmente possuem comercialização e uso estritamente restritos e condicionados ao ambiente hospitalar por determinação expressa da ANVISA, configurando grave risco à saúde pública quando distribuídas sem controle sanitário.
Diante dos robustos elementos colhidos, a autoridade policial formalizou o indiciamento das três irmãs, de 25, 27 e 28 anos de idade. Informa-se que as indiciadas respondem ao procedimento em liberdade e os autos foram devidamente relatados e remetidos ao Ministério Público e ao Poder Judiciário para análise e adoção das providências cabíveis.
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