22 de julho de 2026 às 12:46

A morte da capitã da Polícia Militar de Minas Gerais Michele Leão Azevedo, de 41 anos, é investigada pela polícia após ela dar entrada sem vida em um hospital de Belo Horizonte na noite de segunda-feira (20). O marido da oficial, o sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, de 37 anos, foi preso após apresentar sua versão sobre o ocorrido.
De acordo com o boletim de ocorrência, a capitã chegou ao Hospital Odilon Behrens por volta das 21h35 já sem sinais vitais. A médica responsável pelo atendimento informou que a militar apresentava quadro de assistolia, compatível com uma parada cardiorrespiratória ocorrida entre quatro e seis horas antes da chegada à unidade.
Além do traumatismo craniano, os policiais constataram diversas lesões pelo corpo de Michele Leão Azevedo, incluindo marcas compatíveis com chicotadas, conforme registrado no documento policial.
Em depoimento, o sargento relatou que o casal, que mantinha um relacionamento havia oito anos, promoveu uma confraternização em casa no domingo (19). Segundo ele, após a saída dos convidados, os dois consumiram ecstasy e tiveram relações sexuais consensuais.
Ainda conforme a versão apresentada pelo militar, o casal tinha o hábito de praticar espancamentos durante o ato sexual e a prática teria sido registrada em vídeo. Ele afirmou ainda que, durante a madrugada, a esposa caiu da escada, bateu a cabeça e recusou atendimento médico por não querer revelar o uso da droga.
O sargento declarou que os dois foram dormir e que, ao acordar, encontrou a companheira sem resposta. Em seguida, decidiu levar Michele Leão Azevedo ao hospital.
Enquanto estava na unidade de saúde, o sargento foi flagrado por outro policial militar descartando, em um banheiro do hospital, uma caixa com comprimidos que aparentavam ser ecstasy, segundo o boletim de ocorrência.
A defesa de Eduardo Abner Pereira de Oliveira informou, por meio do advogado Gustavo Nepomuceno, que aguarda a conclusão das investigações e dos laudos periciais antes de qualquer conclusão sobre o caso.
“Neste momento, é imprescindível que se aguarde a conclusão das investigações e dos laudos periciais, evitando-se qualquer julgamento precipitado. O caso ainda está em fase inicial de apuração, e todas as circunstâncias serão devidamente esclarecidas pelas autoridades competentes”, afirmou o advogado.
Em nota, a defesa também declarou confiar no devido processo legal, na imparcialidade das investigações e informou que irá se manifestar nos autos no momento oportuno, preservando o direito de defesa e o sigilo necessário para o andamento da apuração.
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