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Polícia

Acusado de matar namorada com taco de beisebol é condenado a 25 anos de prisão

31 de janeiro de 2019 às 16:45

Acusado de homicídio triplamente qualificado, Anderson Barbosa, de 41 anos, foi condenado a 25 anos de prisão, após julgamento durante o dia de hoje no Fórum de Ponta Grossa.

Anderson está preso desde o dia 28 de julho, acuado de ter matado a namorada e estudante de direito, Juliana Nunes de 34 anos.

Depois que foi preso em Foz do Iguaçu para onde Anderson tinha fugido do crime, ele confessou ter ocorrido o homicídio por ciúmes, após uma discussão e a arma usada foi um taco de baseibol e depois uma corda. O homicídio ocorreu no bar que o casal possuía em sociedade e onde foi encontrado o corpo da vítima no início da manhã de quinta-feira do dia 27 de julho de 2017, no bairro Nova Rússia.

A Polícia Militar foi chamada por vizinhos do estabelecimento que teriam ouvido gritos de Juliana. Barbosa fugiu de madrugada e foi abordado em Foz do Iguaçu, pelo Grupo de Diligências Especiais (GDE), usando o carro da vítima. Ele foi preso próximo à Ponte da Amizade. “Quando foi abordado, por Anderson, demonstrou nervosismo, estava sem documentos e acabou confessando que matou por ciúme”, explicou a delegada do Setor de Homicídios da 13ª Subdivisão Policial (SDP), Dra. Tânia Sviercoski. O assassino admitiu que tentava fugir do flagrante e havia chamado um mototaxista para cruzar para o Paraguai.

Na delegacia, o réu contou que as discussões entre o casal estavam frequentes. “Desde que a gente abriu um bar. Ela abriu não para ganhar dinheiro, mas para curtir. Gosta de um gole, toma um pouco a mais fica dançando com todo mundo. Homem é complicado. Inclusive ontem, o que ela fez comigo, tive de engolir quieto (…) tivemos uma discussão. Ela pulou em mim com um taco de baseibol. Para me defender dei uma nela. Mas estava feita a cagada. (Foi) Tacada de baseibol na cabeça e corda no pescoço”, contou o assassino. “Arrependimento bate, mas só eu e Deus sabe o que estava passando”, acrescentou.

No local do crime a polícia havia apreendido três bilhetes deixados pelo autor: ‘Ela pulou ne mim com o taco. Só me defendi e acabou’; ‘Fiz Isso por amor. Ela acabou com a minha vida e me traiu. Dei tudo para ela’ e ‘Ela sempre quis me enganar. Desculpas’.

Anderson Barbosa foi levado para o presidio, onde deve cumprir a pena. O advogado de defesa promete recorrer da pena aplicada ao seu cliente.
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