15 de julho de 2026 às 18:20

Gols da Inglaterra: Anthony Gordon (10' do 2ºT) Gols da Argentina: Enzo Fernández (40' do 2ºT) e Lautaro Martínez (45'+2 do 2ºT)
Já sabemos qual será a final da Copa do Mundo da FIFA 2026™: a Argentina venceu a Inglaterra por 2 a 1 na semifinal, de virada, e carimbou o passaporte para enfrentar a Espanha em 19 de julho, em Nova York/Nova Jersey, com a chance de conquistar o tão sonhado bicampeonato consecutivo (e o quarto título de sua história). Dois gols nos últimos nove minutos de jogo definiram a "remontada" argentina, ambos com assistências de Lionel Messi.
Os espanhóis garantiram a vaga na final no dia anterior com uma vitória sobre a França por 2 a 0. Agora, os franceses enfrentarão justamente a Inglaterra na Decisão do Bronze, em Miami, no dia 18.
"É só uma partida de futebol", alertou o técnico Lionel Scaloni, ao longo dos últimos dias, tentando conter a animosidade para o confronto. Porém, como esperado para uma semifinal de Copa do Mundo com rivalidade histórica, o jogo foi cercado por tensão desde o início, com marcações intensas e discussões entre os jogadores – além do grande barulho e da bonita festa que as duas torcidas compartilhavam no estádio de Atlanta, é claro.
Scaloni estava certo ao dizer que essa seria uma partida de futebol, mas o primeiro tempo foi de futebol truncado. A primeira chance de gol finalmente ocorreu aos 32 minutos, após uma falta cometida por Enzo Fernández sobre Jude Bellingham: Declan Rice levantou a bola para a área, e John Stones cabeceou para fora.
Enquanto isso, Thomas Tuchel tentava colocar em prática seu plano de armar a Inglaterra para uma "tradicional marcação homem a homem" contra Lionel Messi. Como tem sido comum nesta Copa do Mundo, dentre os titulares da Argentina no primeiro tempo, o camisa 10 só percorreu uma distância menor que a do goleiro Emiliano Martínez – ainda assim, Messi é Messi, o maior artilheiro da história do torneio e capaz de encontrar espaços inimagináveis.
Aos 36 minutos, por exemplo, Messi passou por Harry Kane, Anthony Gordon e Djed Spence antes de sofrer a falta de Elliot Anderson. Pouco depois da cobrança, Enzo arriscou um chute de longe e tirou tinta do travessão.
O segundo tempo contrariou totalmente o estilo do primeiro. Embora a animosidade e a tensão ainda estivessem ali, o futebol truncado deu lugar a boas jogadas. Começando por uma oportunidade argentina, com finalização de Julián Álvarez para defesa de Jordan Pickford. Mas foi do outro lado do campo que o gol finalmente saiu.
Na marca dos 10 minutos, em um lance que começou com um tiro de meta curto de Pickford, Harry Kane deu um lançamento longo promissor a partir do campo de defesa – o goleador fazendo a função de armador. Nicolás Tagliafico tentou afastar, mas a bola sobrou para Declan Rice, que tocou para Morgan Rogers. O inglês fez um cruzamento perfeito para Gordon, que surgiu na pequena área para marcar com um toque de direita.
Naturalmente, a Argentina tentou usar o gol da Inglaterra como combustível e motivação para atacar pouco depois do reinício do jogo, e o lançamento de Enzo para Giuliano Simeone levou perigo à defesa europeia; porém, Spence aplicou um carrinho perfeito, na bola, para afastar o risco.
No entanto, foram outros os lances que fizeram o lado albiceleste do estádio se levantar e lamentar como nunca: primeiro, aos 24 minutos, Nico González cabeceou para uma grande defesa de Pickford; depois, aos 31, Mac Allister tocou de cabeça na área – depois de ótimo cruzamento de De Paul – e carimbou a trave direita.
Talvez na tentativa de encontrar o cabeceador Otamendi, que é famoso por gols salvadores na carreira, ou por imposição de uma Inglaterra que se fechou muito depois de abrir o placar, a Argentina passou a ter a bola aérea como principal recurso. Em lances consecutivos, Mac Allister e González (sim, eles de novo) voltaram a cabecear com perigo, mas não conseguiram balançar a rede. E a tensão crescia.
Quando entenderam que o empate não sairia pelo alto, os sul-americanos enfim igualaram o placar com um chute impecável de Enzo Fernández aos 40 minutos, aproveitando a assistência de Messi e, acima de tudo, o grande espaço deixado pelos ingleses na marcação na entrada da área.
A pressão argentina continuou nos lances seguintes, e estava claro que os comandados de Lionel Scaloni não se contentariam com a ideia de jogar mais uma prorrogação nesta Copa do Mundo. Foram duas grandes chances seguidas: primeiro, a finalização de Mac Allister beijou a trave; depois, Lautaro Martínez cabeceou para o fundo da rede e para a história, colocando a Argentina na final pela segunda vez consecutiva e em busca do tetra.
Esse foi o sexto confronto de Copa do Mundo da FIFA™ entre as duas equipes. Contando esta partida, cada uma das equipes venceu três vezes.
As seleções entraram em campo em situações diferentes: a Argentina é a atual campeã de 2022 e quer ser tetra (ou bi de forma consecutiva), enquanto a Inglaterra buscava chegar à final pela primeira vez desde 1966 – o ano do único título foi também o único em que a equipe inglesa disputou a decisão.
A Argentina nunca perdeu uma semifinal de Copa do Mundo.
Aos 39 anos e 21 dias, Lionel Messi se consolidou como o jogador de linha mais velho a disputar uma semifinal de Copa do Mundo.
Messi enfrentou a Inglaterra pela primeira vez na carreira. Até hoje, em todos os jogos oficiais pela seleção, ele fez 125 gols em 45 nações diferentes, mas não marcou contra os ingleses.
O goleiro argentino Emiliano Martínez passou a maior parte de sua trajetória profissional na Inglaterra: Arsenal, Oxford United, Sheffield Wednesday, Rotherham United, Wolverhampton Wanderers, Reading e Aston Villa.
A Inglaterra perdeu apenas dois de seus últimos 12 jogos na Copa do Mundo (oito vitórias, dois empates, duas derrotas).
Os ingleses bateram seu recorde de gols em uma única edição: foram 14 no Mundial de 2026. Seis desses gols foram de Harry Kane, e outros seis foram de Jude Bellingham – Marcus Rashford e Anthony Gordon foram os outros jogadores a marcarem (um para cada) apenas uma vez.
Jude Bellingham está igualado a Pelé em número de gols na Copa do Mundo antes dos 24 anos: sete para cada. O único acima deles nesse critério é Kylian Mbappé, que fez 12 gols antes dos 24 anos.
Harry Kane superou Wayne Rooney nesse jogo e se tornou o jogador que mais vezes vestiu a camisa da Inglaterra em partidas oficiais (121 jogos, contra 120 de Rooney e 115 de David Beckham).
Lionel Messi (Argentina)
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