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Estudantes doam cabelos ao hospital do câncer de Cascavel

22 de outubro de 2018 às 18:19

Estudantes do 8° ano do Ensino Fundamental do Colégio Estadual Wilson Joffre, em Cascavel, Oeste do Paraná, entregam nesta segunda-feira (22) doações de cabelos ao Hospital do Câncer de Cascavel (Uopeccan). Serão destinados à confecção de perucas para pessoas que estão em tratamento de câncer. A doação foi feita por estudantes e comunidade escolar.

Essa foi a terceira arrecadação feita pelos alunos ao hospital. A primeira entrega, em 2016, contou com a doação de 18 voluntários. No ano passado 22 pessoas se voluntariaram para doar cortes de cabelo. O projeto “Doar não dói” é realizado na escola por seis alunos com coordenação dos professores, equipe pedagógica e direção do colégio.

Para conscientizar os outros alunos sobre a importância da doação, a equipe passa de sala de em sala um mês antes da coleta incentivando os colegas a doarem e a convidarem outros voluntários. Os estudantes interessados em fazer a doação precisam de autorização escrita dos pais. O colégio possui parceria com cabeleireiros que fazem a coleta e finalizam os cortes de acordo com a vontade do doador. O processo é gratuito.

INICIATIVA – Os cabelos arrecadados são doados para voluntários que confeccionam as perucas. “O mais importante é saber que esse pequeno gesto pode fazer a diferença para a pessoa que está passando por esse momento delicado”, disse a estudante Maria Anthonia Castro Rodrigues, de 13 anos, que teve a iniciativa de criar o grupo para arrecadar as doações.

Segundo Maria Anthonia, que passou por um tratamento de câncer em 2012, a ação contribui para aumentar a autoestima de quem está passando pelo tratamento. “Quando fiz o tratamento, eu perdi o cabelo. Por isso eu tive a ideia de fazer algo para ajudar e motivar as pessoas que estão passando pelo mesmo que eu passei”, contou.

De acordo com a professora Ana Maria Agnoletto Coutinho, mãe da aluna Ana Gabriella, de 13 anos, que também ajudou a elaborar o projeto, a iniciativa dos estudantes contribui também com a formação cidadã dos alunos. “É um projeto importante que já faz parte da escola porque, além de ajudar pessoas que estão fazendo o tratamento contra o câncer, estimula o desenvolvimento do saber, do senso crítico e do protagonismo nos estudantes”, disse.

“O projeto é importante porque mostra para a sociedade que cada um pode fazer um pouco para ajudar as pessoas que estão passando por momentos difíceis. Além de despertar nos alunos o sentimento de empatia pelo próximo, estamos fomentando o altruísmo e o protagonismo desses estudantes que terão um olhar diferente sobre a sociedade”, disse a professora de Ciências, Luiza Elena Slongo, que coordena o projeto.
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