CelebridadesCuriosidadeEsporteEventos GeralMundo MúsicaObrasPatrocinadosPolíciaPolíticaSaúdeSocial Tecnologia
Publicidade
Saúde

Substância em veneno de cobra jararacuçu inibe em 75% no avanço da covid

25 de agosto de 2021 às 05:35

Substância em veneno de cobra jararacuçu inibe em 75% no avanço da covid
Reprodução


Pesquisadores de universidades paulistas identificaram uma proteína presente no veneno da cobra jararacuçu que pode ajudar no tratamento da covid-19. O peptídeo identificado, ou seja, uma parte da proteína, inibiu 75% da capacidade do vírus de se replicar em células de macaco. O estudo da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), em Araraquara (SP), foi publicado na revista científica Molecules, em 12 de agosto.









O professor do Instituto de Química Eduardo Maffud, um dos responsáveis pelo estudo, explica que o grupo de pesquisa já havia identificado toxinas no veneno da jararacuçu que tinham atividade antibacteriana. “Com o avanço da covid, a gente posicionou vários dos nossos peptídeos para ver se eles apresentavam atividade contra o SARS-CoV-2. Felizmente a gente obteve esse resultado interessante”, disse o pesquisador.

De acordo com o pesquisador, um possível remédio com o composto descoberto, ao desacelerar a replicação do vírus da covid-19, daria mais tempo para o organismo agir e criar os anticorpos necessários para resistir à doença. “Isso ainda está em andamento, precisaria de estudos adicionais, mas a gente viu que esse peptídeo impede a replicação ou a multiplicação das partículas virais”, acrescenta Maffud.

Os pesquisadores vão avaliar também a eficiência de diferentes dosagens da molécula, e se ela pode exercer funções de proteção na célula, o que poderia evitar, inclusive, a invasão do vírus no organismo.

Segundo Maffud, os estudos vão seguir com a identificação de outros alvos em que esse peptídeo pode agir e no melhoramento da atividade dessa molécula para, então, serem feitos testes in vivo em cobaias, como camundongos. “Se o resultado for positivo, vamos desenvolver um tratamento.”

Além de cientistas da Unesp, o trabalho envolveu pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “Foi um trabalho multidisciplinar, mostrando que a união dos grupos de pesquisa no Brasil pode apresentar resultados muito interessantes”, destacou o professor da Unesp.

 


Por Camila Maciel - Repórter da Agência Brasil - São Paulo


Publicidade

Compartilhe:

Leia também

Saúde orienta como diferenciar doenças respiratórias com queda de temperaturas no Paraná

Fale conosco

redacao@agora1.info

Previsão do Tempo

Carregando...

Cotação A1

Carregando...

10+ Lidas

1.

Professora é presa após fazer sexo com adolescente: "Marido descobriu"

2.

Jogos do Brasil na Copa 2026: veja as datas e horários das partidas

3.

Ex-vereador condenado por prática de "rachadinha" tem prisão decretada no Paraná 

4.

Mercado da Família chega a 30 pontos credenciados e fortalece acesso às famílias nos bairros

5.

Empresária  é encontrada morta em bairro de Ponta Grossa 

6.

Duplicação da BR-277 em Palmeira e Irati segue avançando nos serviços de terraplenagem

7.

Mulher vai procurar emprego e descobre que está registrada como presidente da República

8.

Sergio Moro lidera para governo do Paraná; diz pesquisa

9.

Inscrições seguem abertas para praça de alimentação e espaços comerciais do IV Festival de Balonismo

10.

Saúde orienta como diferenciar doenças respiratórias com queda de temperaturas no Paraná

Institucional

  • Anuncie Conosco
  • O Portal

Categorias

Redes Sociais

Hospedado por CloudFlash
Desenvolvido por Flize Tecnologia