7 de setembro de 2026 às 10:13

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, liberou neste domingo (6) para julgamento no plenário da Corte o relatório da Polícia Federal que apontou uma suposta relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Agora, cabe ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, decidir o que fazer, portanto, quando e se o caso será analisado pelo plenário. E ainda o modelo: sessão aberta ou fechada.
Na semana passada, Mendonça retirou o sigilo e enviou o relatório da PF para a Presidência e para manifestação da Procuradoria-Geral da República. O movimento escalou a crise no Supremo.
Fachin deve aguardar as respostas dos ministros do tribunal André Mendonça e Alexandre de Moraes, do procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, e do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para se manifestar. O presidente do STF deu até sexta-feira (11) para que eles prestem informações sobre os acontecimentos que causaram uma crise no STF.
No caso de optar pelo plenário, Fachin ainda precisa definir se será uma sessão aberta ou fechada. Os ministros decidirão então se abrem investigação ou se arquivam as apurações que implicam Moraes.
Fachin pode decidir ainda por uma reunião reservada, como ocorreu em fevereiro, quando outro relatório da PF mostrou troca de mensagens entre o ministro Dias Toffoli e o ex-dono do Banco Master.
Há ainda a possibilidade de o ministro Fachin decidir de forma individual se abre ou arquiva o relatório.
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