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Irã e EUA concordam em suspender conflito e reabrir Estreito de Ormuz

Anúncio provocou queda no preço do petróleo

15 de junho de 2026 às 14:04

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Irã e EUA concordam em suspender conflito e reabrir Estreito de Ormuz
Reprodução

Autoridades norte-americanas e iranianas afirmaram ter chegado a um acordo para pôr fim ao conflito e reabrir o Estreito de Ormuz. O acordo preliminar provocou uma queda nos preços do petróleo, mas deixa o destino do programa nuclear de Teerã a cargo de novas negociações.  

Embora ainda seja um esboço, o tratado marcou o maior avanço na resolução do conflito que já causou milhares de mortes e abalou os mercados de energia desde que teve início com os ataques conjuntos dos Estados Unidos (EUA) e de Israel ao Irã, em fevereiro.  

“O acordo com a República Islâmica do Irã está agora concluído”, escreveu o presidente dos EUA, Donald Trump, em sua plataforma Truth Social nesse domingo (14). A publicação foi feita logo após o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, cujo país atuou como mediador, anunciar que um acordo havia sido fechado.  

O memorando de entendimento deve ser assinado oficialmente na sexta-feira (19), na Suíça.  

Os termos exatos não foram divulgados imediatamente. Sharif disse, em uma postagem no X, que o pacto previa “o fim imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo o Líbano”.  

O Líbano tem sido um ponto de discórdia nas negociações, com Israel e o Hezbollah ignorando os apelos de Trump e outros para que cessassem os ataques mútuos nas últimas semanas.  

Em comunicado, a secretaria do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã afirmou que a guerra e as operações militares em todas as frentes, incluindo o Líbano, terminariam definitivamente a partir da noite desta segunda-feira.  

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, disse que as Forças Armadas israelenses permanecerão nas zonas de segurança no Líbano, na Síria e em Gaza por tempo indeterminado, a fim de proteger a fronteira e os assentamentos israelenses, acrescentando que ele e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu deixaram isso bem claro para Trump e outras autoridades americanas.   

“Se o Irã atacar Israel devido aos eventos no Líbano, nós o atacaremos com toda a nossa força e demonstraremos claramente a ele as disparidades de poder”, disse Katz.  

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