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Vereador propõem que entregador não acesse as áreas internas de condomínios em PG

Projeto determina que entregadores realizem as entregas na portaria e busca evitar conflitos, constrangimentos e situações de violência em áreas internas dos condomínios

1 de junho de 2026 às 20:03

Vereador propõem que entregador não acesse as áreas internas de condomínios em PG
Divulgação

A Câmara Municipal de Ponta Grossa (CMPG) aprovou, nesta segunda-feira (01), o Projeto de Lei nº 453/2025, de autoria do vereador Dr. Erick (PV), que estabelece um novo regramento para o serviço de entregas em domicílio realizado em condomínios residenciais e comerciais. A proposta surge como uma resposta ao crescimento acelerado desses serviços, buscando reduzir conflitos, evitar episódios de hostilidade e garantir a integridade física dos trabalhadores em áreas internas.

Segundo o texto, o consumidor não poderá mais exigir que o entregador acesse as áreas internas do condomínio ou se desloque até a porta das casas. A entrega deverá ocorrer obrigatoriamente na portaria ou em local previamente designado pela administração condominial. O projeto incentiva ainda que os condomínios disponibilizem espaços específicos e seguros para a retirada de encomendas, visando garantir a fluidez do serviço. Além disso, fica expressamente proibida a cobrança de taxas diferenciadas baseadas no local de recebimento da encomenda.

A legislação prevê exceções fundamentais como a entrega a ser realizada diretamente na porta da unidade, sem custos adicionais, para pessoas idosas, pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida. Nesses casos, o atendimento diferenciado deve ser ajustado previamente entre o entregador e o destinatário.

As plataformas de delivery passam a ter a obrigação de notificar os usuários de forma fixa e clara em seus aplicativos sobre a impossibilidade de exigir a entrega na porta, ressalvadas as exceções legais. Os condomínios também serão responsáveis por comunicar formalmente seus moradores sobre a obrigatoriedade de cumprimento da lei, visando preservar os trabalhadores de situações de agressão ou constrangimento.

Na justificativa da proposta, o vereador argumenta que o crescimento dos serviços de entrega tem provocado conflitos relacionados ao acesso de entregadores às áreas internas de condomínios. “Nos últimos anos, a expansão acelerada dos serviços de entrega passou a gerar conflitos relacionados ao acesso a áreas internas de condomínios, resultando em hostilidade, discussões e até episódios de violência”, destaca o texto. Segundo o autor, a regulamentação busca estabelecer regras claras para que as entregas ocorram de forma segura e responsável para todas as partes envolvidas.

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