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Operação que prendeu Deolane apreende avião de empresa de Gusttavo Lima

5 de setembro de 2024 às 04:42

Operação que prendeu Deolane apreende avião de empresa de Gusttavo Lima
Aeronave apreendida em Jundiaí, em São Paulo (Polícia Civil de São Paulo/Divulgação)
Segundo a Anac, a aeronave está registrada em nome da empresa Balada Eventos e Produções, que pertence ao sertanejo

Um avião de uma empresa do cantor sertanejo Gusttavo Lima foi apreendido em Jundiaí (SP) nesta quarta-feira (4), no âmbito de uma operação da Polícia Civil de Pernambuco que investiga lavagem de dinheiro e jogos de azar ilegais. As informações são do g1.

Um dos alvos da operação foi a advogada, influenciadora e empresária Deolane Bezerra, presa na manhã desta quarta-feira no Recife.

A Agência Nacional de Avião Civil (Anac) informou que o avião com o prefixo PR-TEN está registrado em nome da empresa Balada Eventos e Produções LTDA, que pertence a Gusttavo Lima.

A Balada Eventos, por intermédio de seu advogado Cláudio Bessas, afirmou que a aeronave foi vendida “por meio de contrato de compra e venda, devidamente registrado junto ao RAB-ANAC” para outra empresa, a J.M.J Participações, com sede em Cotia (SP). “Portanto, a empresa J.M.J é a proprietária e está registrada no RAB da ANAC como operadora até o deferimento do processo de transferência pelo órgão”, disse Bessas.

Segundo o jornal Folha de S.Paulo, o sócio-proprietário da J.M.J Participações é José André da Rocha Neto, que é ligado à Vai de Bet, casa de apostas que foi alvo da operação em Campina Grande.

Gusttavo Lima já foi “embaixador” da Vai de Bet. A ideia era que o cantor sertanejo ajudasse a plataforma a se posicionar no mercado de casas de apostas após seu lançamento.

Operação Integration


Em coletiva de imprensa, a Polícia Civil de Pernambuco disse que a investigação que deu origem à Operação Integration acontece desde dezembro de 2022. O suposto esquema teria três fases: “A colocação, ocultação e integração ao patrimônio — de onde vem o nome da operação”, disse o delegado Márcio Rocha.

Segundo ele, a organização criminosa opera no ramo de apostas, mas o crime de origem são jogos de azar ilegais, ou seja, não autorizados — programados para nunca beneficiar o jogador. A Polícia Civil de Pernambuco disse que ainda não poderia dar mais detalhes sobre os investigados.
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