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Mulher de 37 anos que fingia ser criança de 12 anos viveu em casa de família por mais de 1 ano 

Segundo a investigação, ela é reincidente e acumula passagens pelo mesmo tipo de crime em São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Goiás e no próprio Rio de Janeiro. 

3 de junho de 2026 às 20:16

Mulher de 37 anos que fingia ser criança de 12 anos viveu em casa de família por mais de 1 ano 
Imagem e informações PCSC

Uma mulher de 37 anos foi presa em flagrante em Joinville, no Norte de Santa Catarina, depois de viver por cerca de 14 meses se passando por uma adolescente de 12 anos dentro da casa de uma família que a acolheu. 

Conforme a Polícia Civil, a prisão foi feita por policiais da 6ª Delegacia de Polícia de Joinville na própria residência das vítimas, no distrito de Pirabeiraba. A mulher, que usava o nome falso de “Gabriele”, foi autuada pelos crimes de estelionato e falsa identidade. 

Para sustentar o disfarce durante todo esse período, ela conquistou a confiança de toda a família. Para justificar a aparência física de uma mulher adulta, alegava falsamente ser autista e ter outras condições clínicas, e dizia que seus traços eram resultado do uso forçado de hormônios na infância. 

A suspeita também imitava o comportamento de uma criança para reforçar o papel. Segundo a investigação, usava rotineiramente mamadeira, chupeta e um “cheirinho” para dormir, além de adotar atitudes infantilizadas e lúdicas no dia a dia. 

Durante o interrogatório formal perante a autoridade policial, a mulher confessou integralmente a autoria dos crimes. Após a lavratura do auto de prisão em flagrante e os procedimentos de praxe, foi encaminhada ao Presídio Regional de Joinville, onde permanece à disposição da Justiça. 

Não era a primeira vez. A mulher presa em Joinville é a mesma que ganhou repercussão nacional em 2023, quando aplicou exatamente o mesmo golpe em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Na ocasião, foi identificada como Amanda Maria Sousa Oliveira. Em Santa Catarina, passou a usar o nome falso de “Gabriele”. A própria idade muda conforme o golpe: em 2023, dizia ter 42 anos; agora, a polícia aponta 37. 

Segundo a investigação, ela é reincidente e acumula passagens pelo mesmo tipo de crime em São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Goiás e no próprio Rio de Janeiro. 

No caso de 2023, ela se apresentou como uma menina de 12 anos chamada “Maria Eduarda”, a “Duda”, e dizia ser autista, vítima de abuso e de rituais de bruxaria. A história comoveu uma ex-vereadora e a responsável por um projeto social voltado a crianças em situação de vulnerabilidade, que passaram a ajudar a suposta criança e chegaram a alugar e mobiliar um imóvel para ela morar. 

 

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