12 de setembro de 2026 às 14:19

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) investiga o desaparecimento da aposentada Isabel Brilhador (65 anos), que não é vista desde o dia 5 de setembro, em Campo Mourão. O caso teve um desdobramento na última quinta-feira (10) com a prisão temporária de um homem (31 anos).
Ele é considerado suspeito de envolvimento no sumiço da idosa após os investigadores rastrearem uma transferência via Pix, no valor de aproximadamente R$ 80 mil, saindo da conta da vítima para a dele, realizada justamente na semana do desaparecimento. Conforme a corporação, ao ser ouvido pela polícia, o homem apresentou contradições em seu depoimento.
O alerta sobre o sumiço foi dado pela própria família, que estranhou o teor de mensagens enviadas pelo celular da aposentada. Segundo a filha de Isabel, Valéria Brilhador, os textos atípicos afirmavam que a idosa estaria doente e que faria uma viagem pelo estado. Como as tentativas de ligação para o aparelho não tiveram retorno, os familiares decidiram ir até a residência da mulher. Com a ajuda de um chaveiro, eles entraram no imóvel e encontraram, sobre a cama, roupas que Isabel já havia deixado separadas para uma viagem programada para Curitiba nos dias seguintes, aumentando a suspeita de que algo havia acontecido.
A defesa do suspeito divulgou uma nota em que nega, de forma firme e categórica, qualquer participação do cliente nos fatos investigados. Os advogados ressaltaram que o caso ainda está em fase inicial, sem conclusão definitiva, e que a prisão temporária é apenas uma medida cautelar, não representando reconhecimento de culpa ou antecipação de condenação.
A equipe jurídica informou ainda que o suspeito permanece à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos e que já está adotando as medidas judiciais cabíveis para impugnar a decisão de prisão, por entender que não existem fundamentos concretos que justifiquem a privação de liberdade do investigado.
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