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Operação do Gaeco mira fraudes bancárias em PG e outras cinco cidades do PR

Operação A Rede, destinada a desarticular uma sofisticada organização criminosa especializada em fraudes bancárias, invasões de sistemas informáticos e lavagem de capitais.

30 de junho de 2026 às 10:43

Operação do Gaeco mira fraudes bancárias em PG e outras cinco cidades do PR
Imagem e informações MPPR

O Núcleo Regional de Ponta Grossa do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, deflagrou nesta terça-feira, 30 de junho, a segunda fase da Operação A Rede, destinada a desarticular uma sofisticada organização criminosa especializada em fraudes bancárias, invasões de sistemas informáticos e lavagem de capitais. Os investigados responderão pelos crimes de organização criminosa, furto qualificado mediante fraude eletrônica e lavagem de dinheiro. A operação contou com a colaboração da Polícia Civil do Paraná e da Polícia Científica do Paraná.

Ao todo, foram cumpridas 182 ordens judiciais expedidas pela 3ª Vara Criminal de Ponta Grossa, nos Campos Gerais. A operação envolveu o cumprimento de seis mandados de prisão preventiva, 49 mandados de busca e apreensão domiciliar e pessoal, quebras de sigilo telefônico, além do sequestro de valores em contas bancárias de 24 investigados e do bloqueio de veículos e imóveis. Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos municípios de Ponta Grossa, Carambeí, Arapoti, Foz do Iguaçu, Apucarana e Fazenda Rio Grande. As prisões preventivas e as medidas de constrição patrimonial visam interromper imediatamente os ataques praticados contra a população e os cofres públicos

Esquema industrial – A investigação teve início após a descoberta de uma falsa central telefônica instalada em uma chácara em Ponta Grossa. A organização criminosa atuava com uma divisão industrial de tarefas: operadores de falso teleatendimento eram treinados para ludibriar correntistas, simulando atendimento de instituições bancárias para obter acesso a dados pessoais e aos dispositivos das vítimas. Enquanto elas permaneciam na linha, hackers invadiam as contas bancárias e transferiam os valores, em tempo real, para uma rede interestadual de "laranjas", coordenada por um operador logístico responsável por diversos aliciadores. Para dificultar a identificação pelas autoridades e pelos mecanismos de segurança das instituições financeiras, os recursos eram pulverizados em contas de empresas de fachada e de pessoas físicas.

A investigação revelou ainda a existência de um núcleo especializado de programadores, responsável por desenvolver e atualizar páginas falsas de instituições bancárias que reproduziam fielmente os sistemas oficiais. O grupo também criava ferramentas de acesso remoto capazes de travar os computadores das vítimas, permitindo a subtração dos valores existentes nas contas.

A organização não poupava nem mesmo escolas e entidades filantrópicas. Em conversas interceptadas, os investigados debochavam abertamente das vítimas e ostentavam fotografias de grandes quantias em dinheiro e comprovantes de transferências bancárias.

Ataque evitado – A investigação revelou também que os hackers haviam infectado computadores do setor financeiro da Prefeitura de Manfrinópolis, no Sudoeste do estado, e planejavam desviar mais de R$ 2 milhões das contas públicas. A intervenção do Gaeco impediu a consumação do crime.

Vida de luxo – O lucro milionário sustentava uma vida de ostentação para integrantes da cúpula da organização criminosa, incluindo viagens internacionais, voos em jatos particulares, passeios de jet ski e aquisição de veículos importados.


Assessoria de Comunicação

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