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Sintropas pretende paralisar transporte coletivo nos próximos dias

3 de abril de 2025 - 19:59
Divulgação

O Sintropas protocolou, nesta quinta-feira (03), ofício junto à Viação Campos Gerais (VCG), solicitando providências em relação às cobranças da empresa, que estão colocando em risco a segurança dos trabalhadores e de todos que utilizam ou cruzam com o transporte coletivo em Ponta Grossa. O tempo exigido para o cumprimento dos itinerários está sendo incompatível com o recomendável para que o motorista trafegue sem infringir as normas de trânsito.

De acordo com o presidente do Sintropas, Luizão, mais de 60% das linhas estão com problemas em relação aos horários, e a maior reclamação por parte dos profissionais é de que está sendo impossível finalizar o trecho, seguindo a velocidade determinada pelas autoridades de trânsito para as vias. “É imprescindível que a prefeitura e a concessionária aumentem o tempo estipulado para que os motoristas consigam finalizar o trajeto, respeitando a velocidade estabelecida. A prefeitura e a empresa não podem exigir que o motorista faça o itinerário do ponto A ao ponto B, desrespeitando várias leis de trânsito, pois isto tem ocasionado muitos acidentes como todos têm visto nos últimos dias e está trazendo insegurança aos usuários do transporte”, reclamou Luizão.

O dirigente sindical lembra que, conforme o artigo 157 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), o empregador tem a responsabilidade de fazer cumprir as normas de segurança e medicina do trabalho, bem como garantir um ambiente de trabalho adequado, e que no caso específico dos motoristas, “isso inclui a formulação de itinerários viáveis, que levem em consideração não apenas o tempo estimado para os trajetos, mas também as condições reais do trânsito e outros fatores que possam impactar o deslocamento diário”.

O sindicato determinou o prazo máximo de cinco dias para que a empresa responda de maneira satisfatória para a resolução do problema. “Queremos que a empresa nos informe quais as linhas estão com divergências nos horários e que solução vai dar para isto. Caso contrário, na próxima semana vamos convocar uma assembleia, para aprovação de greve geral no transporte coletivo. Quem sabe assim, a concessionária e prefeitura resolvam o problema.  Vamos adotar todas as medidas possíveis, inclusive judiciais para mudar esta situação”, garantiu Luizão.

Outro ofício protocolado hoje, junto a VCG, é sobre as condições dos banheiros do Terminal Central, que estão sem manutenção, condições de higiene adequadas para o uso e, dependendo do dia, com restrições no acesso. “O motorista já está enfrentando dificuldades para cumprir o horário dos itinerários, não há banheiros no ponto final, daí ele chega no terminal e também não consegue utilizar os banheiros, sendo que de acordo com a NR 24, as empresas devem fornecer instalações sanitárias apropriadas, limpas e acessíveis para todos os seus empregados, garantindo condições dignas de trabalho”, considerou.

A VCG tem o prazo de 24 horas para informar as providências adotadas para resolução do problema envolvendo os sanitários.

Redação Agora1
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