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Operação prende cinco assaltantes e autua receptadores de celulares roubados em shoppings

Por Redação

Cinco homens suspeitos de praticar e planejar roubos de celulares em shoppings e supermercados de Curitiba foram presos nesta terça-feira (2) durante a “Operação Blackout” deflagrada pela Delegacia de Furtos e Roubos (DFR). Além deles, foram autuados, até o momento, oito pessoas como receptadoras destes equipamentos roubados. Com um deles foi apreendido um carro roubado além do telefone celular.  A Polícia Civil chegou até os assaltantes através de depoimentos de comparsas e reconhecimento feito pelas vítimas. Foram identificados os responsáveis pelos crimes praticados nos shoppings Palladium, Muller e Curitiba, e ainda nos supermercados Angeloni e Extra.

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Nos casos em que eles não atuaram diretamente nos roubos, a atuação foi intelectual, planejando os crimes e cooptando adolescentes para executar os roubos e furtos nos estabelecimentos comerciais. Desta forma, além de responder pelo crime de roubo majorado, eles serão indiciados também por corrupção de menores. A Delegacia do Adolescente auxiliou a Delegacia de Furtos e Roubos para identificar os jovens que tiveram envolvimento nos assaltos.

Até o momento os policiais da DFR atuaram oito pessoas pelo crime de receptação – que compraram o aparelho roubado e não conseguiram comprovar a licitude da aquisição. Mais de 40 pessoas, suspeitas de portar os aparelhos roubados, foram conduzidas coercitivamente pela Polícia Civil. Há relatos de pessoas que disseram ter comprado os telefones celulares em bares e na rua por R$ 300 – valor muito abaixo do praticado no mercado. A pena para o crime de receptação pode variar de um a quatro anos de detenção.  Em um dos casos, a pessoa relatou que comprou o aparelho roubado dentro de um shopping de Curitiba. Os proprietários da loja vão ser intimados pela delegacia para prestar explicações. Em outro, policiais encontraram um carro roubado e adulterado por Kalil Alexandre de Souza, além do aparelho celular. Ele foi autuado por receptação e adulteração.

Há também relatos de pessoas que compraram o aparelho celular por um valor próximo ao de mercado, contudo sem nota fiscal. Nestes casos, o delegado está arbitrando fiança. Desde as 6h, cerca de 40 policiais da Furtos e Roubos foram para as ruas cumprir os mandados judiciais. A ação policial aconteceu em Curitiba e nos municípios da Região Metropolitana. A ação policial foi batizada como “Blackout” porque após os roubos e furtos de aparelhos celulares, a polícia solicita ao Poder Judiciário o bloqueio imediato do IMEI (número único que identifica o aparelho) para que não possa ser repassado/vendido para as pessoas.

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