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Cães da PM do Paraná atuarão na segurança das Olimpíadas 2016

4 de julho de 2016 às 10:17

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Três cães da Polícia Militar do Paraná, e seus condutores, farão parte do esquema de segurança dos Jogos Olímpicos 2016, no Rio de Janeiro. Eles atuarão no policiamento ostensivo e na detecção de explosivos nos locais de competição e de estadia dos atletas. Os cães Stive, Zika e Buster e os condutores - soldados Marcos Aurélio de Souza, Maickon da Rosa e Marcelo Lucas Trauchinski, embarcam para o Rio nesta segunda-feira e terça-feira (4 e 5) e permanecerão até o fim das Olimpíadas e Paraolimpíadas.

A Companhia de Operações com Cães (COC) pertence ao Batalhão de Operações Especiais (Bope) da PM. A participação da equipe paranaense atende a um pedido do Ministério da Justiça. Stive é um pit bull de quase dois anos e atuará no policiamento ostensivo na Vila Olímpica. Já Buster, de três anos, e Zika, de um ano e meio, ambos da raça pastor belga malinois, farão parte de um grupo seleto de cães especialistas em detectar substâncias explosivas.

De acordo com o comandante da Companhia de Operações com Cães, capitão Paulo Siloto, há somente quatro cães com essa habilidade na região Sul do Brasil, dos quais três são paranaenses.

Para o comandante do Bope, tenente-coronel Hudson Leôncio Teixeira, a Companhia de Operações com Cães da PMPR é um exemplo no Brasil e o reconhecimento vem com este convite para as Olimpíadas. "A participação nas Olimpíadas e Paraolimpíadas é muito importante para o Batalhão, porque, além de por em prática os conhecimentos adquiridos nos treinamentos, as equipes vão operar num ambiente totalmente diferente do nosso cotidiano. Nossos cães serão postos à prova e os policiais da COC terão oportunidade de interagir com policiais de outros estados, aprimorando técnicas e conhecendo novos equipamentos”, avaliou o comandante.

ATUAÇÃO – O Paraná é o único estado do Sul do País que enviará dois cães explosivistas para as Olimpíadas, explica o comandante da COC, capitão Siloto. “São animais com experiência e que participarão do radiopatrulhamento nos locais de aglomeração de pessoas com varreduras em veículos, locais de jogos e outros locais. Os condutores estão com eles desde os primeiros dias de vida e os acompanharão nesses trabalhos”, explica o capitão.

FABULOSOS - O capitão explica que os cães são analisados desde o nascimento para que sejam identificadas as habilidades e em qual área de segurança pública podem ser empregados. Em cerca de um ano e meio, o animal passa por várias etapas, incluindo exercícios de adestramento, caça, obediência e a doutrina específica (radiopatrulhamento, faro de drogas, controle de distúrbios civis ou explosivista) para estar pronto e iniciar o trabalho nas ruas.

“Nossos animais são cuidadosamente tratados, recebem acompanhamento veterinário constante, com uma alimentação equilibrada e saudável. Isso reflete no desempenho e nos resultados que eles alcançam no dia a dia”, disse.

A diferenciação de raças também é um fator que determina a atuação dos animais. A raça pastor belga malinois, por exemplo, é a mais utilizada pelas forças policiais no mundo por sua versatilidade de emprego e a eficiência nas missões. O Canil dispõe, atualmente de cães das raças pastor alemão e belga (com suas variações), pit bulls, rotweillers e labradores.

Com anuência do Exército Brasileiro, o Canil do Bope tem permissão para utilizar artefatos explosivos reais no treinamento dos cães. “Buster e Zika são cães fabulosos, capazes de detectar qualquer tipo de substância explosiva que esteja oculta ou imperceptível à capacidade humana. Mesmo que o artefato esteja bem escondido ou num local em que seja difícil ser perceptível algum cheiro, esses animais conseguem detectar o objeto”, o capitão Siloto.

A participação da equipe paranaense atende a um pedido do Ministério da Justiça. Stive é um pit bull de quase dois anos, fará parte do policiamento ostensivo na Vila Olímpica. Já Buster, de três anos, e Zika, de um ano e meio, ambos da raça pastor belga malinois, farão parte de um grupo seleto de cães especialistas em detectar substâncias explosivas. De acordo com o Comandante da Companhia de Operações com Cães, capitão Paulo Siloto, há somente quatro cães com essa habilidade na região Sul do Brasil, dos quais três são paranaenses.

EXPECTATIVA - Para os três policiais condutores, essa é a chance de elevar ainda mais o nome da corporação, por meio do profissionalismo e da técnica. “É uma realização profissional. O conhecimento que vamos adquirir por meio do convívio e da rotina será imensurável, já que se trata de um megaevento esportivo internacional. Para nossos cães também será uma experiência e pode ser o ápice da carreira”, disse o soldado Maickon.

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