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SAMU/Escola realiza simulado de acidente com estudante e ciclista

30 de novembro de 2017 - 21:02
Rodrigo K. Silva/ Fotos: Vanderson Padilha

Projeto que orienta estudantes e profissionais da Educação sobre o Atendimento Pré-Hospitalar realizou ação para prevenir atropelamentos próximos das escolas. Simulado envolveu um motorista atropelador, alunos e uma ciclista.

O Projeto Samu/Escola, que na última semana recebeu certificado de reconhecimento do Prêmio Gestor do Paraná, realizou nesta quarta-feira mais uma ação de prevenção a acidentes próximos das escolas municipais de Ponta Grossa, desta vez na Rua Londrina, em frente à Escola Municipal Othon Mader. A ação, realizada em parceria entre as secretarias de Saúde e Educação, através do SAMU e do Departamento de Saúde na Escola, contou com apoio da Autarquia Municipal de Trânsito para parar o tráfego em nome da conscientização.

No simulado, um motorista causa um acidente com uma ciclista e um estudante sobre a travessia elevada. Moradores e estudantes apoiaram a ação, devido ao risco oferecido pelos motoristas que insistem em trafegar em alta velocidade na via. A moradora Teresa Cavalcanti Brito, vizinha da escola, aproveitou para orientar a filha Maria Teresa, de 4 anos. “Estou dizendo a ela que não deve sair na rua sem o papai ou a mamãe, por causa do perigo, e o jeito certo de atravessar a rua. Já tivemos situações de quase atropelamento com ela e comigo aqui na rua”, conta a mãe.

Para a ciclista e advogada Solange Malantchen, que entrou como vítima no acidente, a conscientização é o principal caminho para melhorar o trânsito. “Acho muito importante este tipo de ação, pois nós ciclistas, assim como as crianças, sofremos todos os dias os perigos do trânsito. É preciso passar para as crianças a conscientização, pois eles passam para os pais sobre o respeito e a segurança que eles aprenderam”, aponta.

Através do programa, os profissionais do SAMU realizam capacitação com os professores e funcionários da Rede Municipal de Ensino para conhecimento de noções básicas de atendimento. Além disso, uma cartilha é ensinada aos alunos, em parceria com estudantes de enfermagem das Faculdades Cescage. “São diversos conceitos de segurança, primeiros socorros e orientações sobre a correta utilização dos serviços do SAMU, como o risco dos trotes e o jeito certo de prestar auxílio a vítimas de acidentes”, explica Jucilene Thomaz, da equipe de projetos especiais da SME.

Segundo a coordenadora do projeto junto ao Samu, Rosângela Ribeiro, houve significativa redução de trotes recebidos após o trabalho com os alunos. “Eles entendem quando mostramos o atendimento e que o uso do telefone com o trote pode impedir que uma pessoa que realmente está precisando não consiga falar com o SAMU”, ilustra.

Redação Agora1
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