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Proerd faz em Ponta Grossa sua maior formatura no Brasil

20 de outubro de 2017 - 22:10

Programa contra as drogas forma turma de 3.214 crianças, maior número do Brasil, segundo a Polícia Militar

Mais de 3.200 crianças de 62 escolas públicas municipais disseram não ao mundo das drogas na manhã desta sexta-feira (20/10), em Ponta Grossa. Foi durante a formatura do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd), realizado pela 5ª Cia do Batalhão da Patrulha Escolhar Comunitária, da Polícia Militar, em parceria com a Prefeitura de Ponta Grossa, por meio da Secretaria Municipal de Educação.

Os alunos do 5º ano das escolas públicas do município receberam diversas orientações sobre como proteger-se do universo do tráfico de drogas e sobre a necessária recusa ao uso de substâncias entorpecentes. No total, neste ano, serão formados 4,5 mil alunos do 5º ano – a próxima turma, com 1,3 mil crianças, terá sua formatura em dezembro. Ponta Grossa é a única cidade de grande porte no Paraná onde são atendidos 100% dos estudantes. As crianças têm entre 10 e 11 anos.

Segundo a secretária de Educação, Esméria Saveli, os ensinamentos têm relevância para toda a sequência de vida dos alunos. “Esta é uma fase muito importante do desenvolvimento das crianças, que é a fase da pré-adolescência. Além disso, é o último ano deles enquanto alunos da Rede Municipal de Ensino. Trata-se de um conhecimento muito relevante para eles, especialmente pela fase que passarão a viver, com a troca da escola e, muitas vezes, de colegas. A adolescência não é uma fase fácil, são muitas descobertas, e saber dizer não na hora certa é muito importante”, acredita a secretária de Educação.

Aprendizado

Todos os estudantes praticaram os conhecimentos através de redações feitas em sala. O aluno Murillo Kossobuski, da professora Flávia Cirila do Rosário, mostrou como foi impactado pelo Proerd, através de sua composição. “O corpo humano é muito sensível a substâncias tóxicas que não sejam alimentos e vitaminas e que alteram as funções do nosso orgnismo. Assim, muitas mortes são causadas pelas drogas ilícitas”, escreveu.

“Existe um grande esforço cooperativo para que este trabalho seja realizado, por parte da Polícia Militar e com os professores municipais”, conta o sargento Henrique José Medeiro, coordenador do Proerd. “Felizmente nossa realidade não é de consumo de drogas por alunos desta idade. Porém, em seguida estes alunos irão para um outro universo e terão as orientações necessárias para dizer não à pressão que as drogas exercem. É algo que ele vai compreendendo cada vez mais ao longo de sua vida, com o conhecimento adquirido lá atrás”, conta Medeiro.

Redação Agora1
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