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FASPG lança diagnóstico socioterritorial com foco na identificação do trabalho infantil

23 de novembro de 2021 - 14:36
Divulgação

Por Edson Gil

A Prefeitura de Ponta Grossa, através da Fundação de Assistência Social de Ponta Grossa (FASPG) realizou nesta segunda-feira (22), no Agência Sicredi Ponta Grossa, o lançamento do Diagnóstco Sócio Territorial do Município de Ponta Grossa,  com Foco na Identicação do Trabalho Infantil. O livro físico será entregue para toda a rede socioassistencial de Ponta Grossa e uma versão em que será disponibilizada no blog da FASPG. O evento de lançamento contou com a presença da prefeita Elizabeth Schmidt.

De acordo com a FASPG, atualmente, o trabalho infantil se concentra em atividades de difícil fiscalização e apresenta-se principalmente em atividades informais, na agricultura familiar, no aliciamento pelo tráfico, em formas de exploração sexual, no trabalho doméstico, mendicância, atividades nas ruas (venda, reciclagem) e em atividades produtivas familiares. Essas formas de trabalho são naturalizadas ou invisíveis.

A prefeita parabenizou a equipe da FASPG pela qualidade do diagnóstico e salienta que o poder público necessita trabalhar baseado em evidências, de forma que este trabalho terá um grande impacto na vida de crianças e jovens que são vítimas do trabalho infantil.

“Não podemos fechar os olhos para estas situações, temos o dever de estarmos atentos e vigilantes para a exploração do trabalho infantil. Temos que compreender a dimensão desse problema, e enxergar além dele, as implicações humanitárias, sociais e principalmente estruturais, são uma prioridade. Acredito e espero que esta publicação sirva de base para todos os atores sociais envolvidos no enfrentamento do trabalho infantil e no trabalho irregular de adolescentes”, disse Elizabeth.

A presidente da FASPG, Simone Kaminski comenta que muitas vezes sequer são percebidas como trabalho infantil pela sociedade ou até mesmo por gestores públicos. Em virtude disso, segundo ela, este mapeamento se faz tão importante. “O censo mostrou a redução do trabalho infantil nos setores formalizados, em decorrência dos avanços da fiscalização e normalização da economia. Porém, o desafio consiste em identificar crianças e adolescentes inseridos nessas atividades, de difícil visibilidade e identificação e inseri-lo nos serviços da rede socioassistencial e das demais políticas públicas”, explica.

Thais do Prado Dias Verillo, diretora do Departamento de Proteção Social Especial da FASPG, o objetivo deste estudo é identificar as características e a concentração do trabalho infantil dos territórios para uma atuação mais acertada das equipes da Política de Assistência Social. “O presente estudo fundamentará a execução das ações a partir da identificação do problema, proporcionando a investigação das causas e busca de soluções estratégicas oportunas, garantindo a proteção de nossas crianças e adolescentes de atividades laborais ilegítimas e precoces”, finaliza a diretora.

Redação Agora1
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