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Musicoterapia faz parte da rotina das UTIs Neonatal e Pediátrica do HU

25 de junho de 2019 - 20:41
Fotos: Aline Jasper

A receita é milenar: música faz bem e acalma os bebês. E é por isso que a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal do Hospital Universitário da UEPG utiliza a musicoterapia como recurso terapêutico para diminuir o estado de alerta, reduzir a frequência cardíaca e respiratória, além de estimular o sistema auditivo dos bebês internados.

A iniciativa faz parte de uma série de ações de humanização do atendimento hospitalar aplicadas no HU. “Todas as equipes do hospital estão constantemente discutindo novas maneiras e ações que venham a minimizar ou suavizar os períodos de internamento prolongados em nosso hospital”, conta o professor Everson Krum, vice-reitor da UEPG e diretor do Conselho Administrativo do HU.

A enfermeira Helenice Freitas, que atua na UTI do HU, conta que o procedimento ajuda bastante quando os bebês estão irritados ou agitados. Segundo ela, cada recém-nascido tem sua preferência: alguns gostam mais de música clássica, enquanto outros gostam de músicas infantis.

O resultado é quase imediato. Quando é ligada a música, os bebês logo se acalmam. “Quando estão entubados ou com acesso venoso, ou ainda quando estão em isolamento, fica mais difícil pegar no colo para acalmar. Então a música funciona bem”, conta Helenice.

Pesquisas sobre a utilização da musicoterapia com bebês prematuros apontam resultados bastante significativos no ganho de peso e na redução do tempo de internação. Segundo a enfermeira Juliana Estefanski, coordenadora da UTI Neonatal e Pediátrica, esta prática é utilizada no HU desde 2014 e tem resultados positivos, como a redução da frequência cardíaca, melhor saturação de oxigênio e diminuição da agitação, hiperatividade, estresse e dor.

Além de acalmar os bebês nos momentos em que as mães não podem estar presentes, a música pode, também, auxiliar na formação de vínculos afetivos quando utilizada junto à presença da mãe. “A musicoterapia segue as recomendações dos estudos relacionados ao tema, com relação à altura do som, estilo musical, tempo e frequência da exposição do recém-nascido a esta terapia”, explica a coordenadora.

A iniciativa de sucesso tem aberto espaço para a aplicação de estratégias humanizadas também em outros setores. “Esta ação é a primeira, e outras estão em desenvolvimento, para que em breve tenhamos um ambiente ainda mais propício para a recuperação, não somente no aspecto técnico mas também na questão ambiental, favorecendo tanto pacientes quanto profissionais”, destaca o professor Everson.

Redação Agora1
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