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Espaço cedido pela Prefeitura no Centro Agropecuário possibilita prática de equoterapia e atividades paradesportivas

29 de julho de 2020 - 19:08
Divulgação

Dois projetos desenvolvidos pela APEIE serão financiados pelo Governo do Estado, garantindo treinamentos e participação em competições, de forma gratuita, nos próximos anos

O espaço cedido pela Prefeitura de Ponta Grossa no Centro Agropecuário Municipal (CAM) para atividades de equoterapia será palco de treinos para competições estaduais no próximo ano. Isso porque a Associação Paranaense de Equoterapia e Inclusão Equestre (APEIE), que obteve permissão de uso da área, foi contemplada com dois projetos que serão fomentados e financiados pelo Governo do Estado, através do Instituto Paranaense de Ciência do Esporte (CPROESPORTE). O resultado do edital foi lançado neste mês de julho, mas, por conta da pandemia do coronavírus, as ações devem ser executadas somente no próximo ano, envolvendo treinamento, participação em competições e organização de um campeonato estadual.

As sessões de equoterapia acontecem no Centro Agropecuário Municipal Airton Berger desde 2004 através da outorga de permissão de uso por parte da Prefeitura. As atividades são desenvolvidas pela APEIE e têm o objetivo de promover o processo terapêutico de pessoas com deficiência física, mental e intelectual por meio da utilização do cavalo. Após a reabilitação, com a continuidade das atividades, esses praticantes podem se tornar paratletas, e participar de competições. No CAM são executados quatro programas: hipoterapia, educação/reeducação, pré-esportivo e prática esportiva paraequestre.

Cleberson Palhano, 32 anos, começou a praticar a equoterapia. Com o tempo foi desenvolvendo habilidades e tornou-se um paratleta. Conforme Cleberson, as atividades o auxiliou no desenvolvimento de uma melhor postura. “Eu fui desenvolvendo minha coordenação motora e hoje participo de provas de enduro, de dez quilômetros a cavalo. Gosto muito de participar das provas. Em 2017, tive a alegria de poder representar o Brasil em uma viagem internacional para Portugal. Foi um sonho que realizei e foi especial. Guardo muitas recordações. A equoterapia me levou longe”, declara Cleberson.

O Centro Agropecuário Municipal é uma unidade pertencente à Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SMAPA). Para o secretário interino da pasta, Alexandre Oliveira, os projetos aprovados da APEIE, que serão fomentados pelo Governo do Estado, são motivos de orgulho para a Prefeitura, por conta dos bons resultados conquistados.

“Nós da SMAPA ficamos felizes em saber que a permissão de uso do CAM está rendendo bons frutos. A estrutura do Centro Agropecuário Airton Berger é propícia para a equitação e para os demais esportes equestres. A equoterapia é um projeto social e de saúde que consideramos primordial que cresça na cidade, assim como desejamos que o CAM se torne referência nacional no esporte e nas demais práticas que envolvam o cavalo”, sustenta Alexandre.

De acordo com o coordenador técnico e educador físico da APEIE, Eros Spartalis, comumente cerca de 60 pessoas realizam procedimentos da equoterapia, por semana. Com a pandemia do coronavírus, o número de atendimentos diminuiu, mas não inviabilizou as atividades. “Temos praticantes que são do grupo de risco da doença, por isso não estão participando no momento das ações, mas, para aqueles que podem e que necessitam da terapia, estamos fazendo as sessões individualizadas, com o uso de máscaras e higienização dos equipamentos”, diz Eros.

APEIE

O projeto de equoterapia desenvolvido pela APEIE foi idealizado por Eros. No início dos anos 2000, o educador físico, que já foi Oficial do Exército Brasileiro, apresentou a ideia para a Prefeitura e conseguiu uma parceria com o Exército e a Sociedade Rural para que fosse desenvolvido. Hoje, Eros ministra cursos de equoterapia por todo o Brasil e no exterior, tornando-se referência na área.
“No início vi que Ponta Grossa não tinha projetos de equoterapia e foi então que decidi implantar um com base no que vi no meu tempo de Oficial. A parceria com a Prefeitura, que nos permitiu o uso do CAM, foi essencial para o crescimento do projeto, pois o espaço ali é amplo e nos garante boas atividades. Hoje, somos o único centro autorizado do Paraná a formar profissionais nas áreas da Saúde e Educação que desejam trabalhar com equoterapia”, ressalta Eros.

Para participar das atividades de equoterapia no CAM, o interessado deve ter prescrição médica, que indique a prática da terapia. Posteriormente, é necessário agendar avaliações feitas por fisioterapeuta e psicólogo. Os telefones para contato são 99108-2017 e 99106-9748.

Redação Agora1
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