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Banco de Leite Humano registra baixo número de doações neste mês

29 de outubro de 2018 - 15:47
Divulgação

por Rafisa Ramos

Equipe solicita apoio de mães para atender a demanda mensal 

O mês de outubro está fechando em baixa no que diz respeito a doação de leite para o Banco de Leite Humano de Ponta Grossa, localizado no Hospital Municipal João Vargas de Oliveira.

Para atender toda a rede de hospitais públicos e privados é necessário, no mínimo, 90 litros e este mês foram coletados cerca de 66 litros. Este leite ajuda a salvar a vida de muitos bebês prematuros com poucas chances de sobrevivência. Além disso, a doação do leite evita desconfortos para a mãe, pois o excesso além da dor pode causar a inflamação da glândula mamária.

“Para ser doadora a mãe deve ter leite excedente, estar amamentando o seu bebê, ser saudável, não ser tabagista ou etilista e não fazer uso de drogas ilícitas. Será realizado um cadastro, fornecido o material e orientações necessárias para a coleta. Semanalmente a equipe vai até a residência buscar o leite coletado”, destaca a coordenadora do Banco de leite Humano, Ana De Bastiani.

O Banco de Leite Humano atende de segunda e sexta-feira no horário das 8h às 14h. As mães que tiverem dificuldades para ir até o Banco de Leite podem entrar em contato pelo telefone 3026-9403, a equipe vai até a residência para buscar o leite coletado. “Elas só precisam tomar certos cuidados durante a retirada, como usar uma touca, higienizar o material a ser usado, armazenar o leite em um frasco esterilizado e, após a coleta, guardá-lo no congelador”, alerta a coordenadora, Ana De Bastiani.

Uma vez por semana, uma equipe do Banco passa na casa de cada doadora para levar o leite para a central. As mães que se sentirem inseguras ou não souberem como proceder podem solicitar ajuda ao Banco, que envia uma enfermeira para auxiliá-la. “Ela irá ensinar a melhor maneira para coletar o leite e também fazer a higienização e o armazenamento. Além de orientar sobre a coleta, a equipe do Banco repassa informações sobre a saúde da mulher e do filho”, comenta Ana.

Atualmente, o leite doado não é suficiente para atender toda a demanda dos hospitais do município. “A falta do leite materno prejudica o desenvolvimento e o tratamento dos recém-nascidos prematuros, principalmente nos casos de maior risco”, explica a diretora do Hospital das Crianças, Raquel Mocelim.

Redação Agora1
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