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Descomplica Telecom apresenta soluções para ampliar internet no campo

9 de junho de 2021 - 19:22
Foto: Guilherme Flores/ Casa Civil

Com a meta de buscar soluções para expandir as telecomunicações no Estado, o comitê Descomplica Telecom apresentou o resultado parcial do trabalho conduzido pelo grupo desde 2020, quando foi instalado. Composto por representantes de diversas secretarias de Estado, setor produtivo e empresas privadas de telecomunicações, o comitê elencou propostas para resolver os principais gargalos da área, que dificultam o desenvolvimento e a competitividade internacional do Estado.

Em reunião virtual nesta terça-feira (08), foram apresentadas sugestões para melhorar o ambiente regulatório, principalmente em relação à instalação de antenas nos municípios, para o incremento da cobertura realizada pelas operadoras, já prevendo a implantação futura da tecnologia 5G, e para melhoria da segurança, com o objetivo de coibir roubos de cabos e baterias.

“O Paraná tem todos os municípios cobertos por telefonia móvel, mas mesmo com a sede municipal atendida, o serviço não alcança a maior parte das áreas rurais. O setor de agro calcula que 60% das propriedades rurais não têm acesso à internet”, afirmou o chefe da Casa Civil, Guto Silva.

Ele reforçou que o comitê foi criado para dar respostas rápidas aos problemas que dificultam a expansão das telecomunicações no Paraná e, com isso, a atração de investimentos. “A infraestrutura do futuro é a conectividade”, acrescentou.

O Superintendente de Inovação do Paraná Marcelo Rangel disse – “a proposta apresentada é levar a tecnologia para todo o Paraná, principalmente para aqueles que nunca tiveram acesso a internet ou qualquer outro tipo de tecnologia”

PROGRAMA PILOTO – O secretário e Estado da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, informou que o Instituto de Desenvolvimento Rural (IDR) já iniciou um trabalho para obter indicadores técnicos e de custos na área rural paranaense, que vai resultar em um programa estadual com soluções de provimento de internet.

Estão sendo desenvolvidos projetos nesse sentido em São José dos Pinhais (Miringuava), Castro (Socavão), Prudentópolis (Jaciaba), na região de Toledo, Guaratuba (Cubatão) e Guaraqueçaba (comunidade pesqueira da Ilha de Medeiros).

A proposta apresentada por Ortigara começa com treinamento de pessoal nos locais, seguido de chamada pública para credenciamento de empresas de engenharia de soluções e implantação de instalações. As comunidades rurais e a população beneficiária poderão escolher a melhor opção e a secretaria fará a implantação.

“Depois de implantado o programa piloto será possível avaliar o seu impacto em relação à melhoria da conectividade rural em diferentes localidades e possíveis benefícios na arrecadação do ICMS, crescimento do PIB e competitividade do agronegócio, por exemplo. Com isso poderemos estabelecer um plano contemplando todas as regiões”, afirmou Ortigara.

LEGISLAÇÃO – Na área legislativa, a gerente de Relações Governamentais da Fiep, Letícia Rezende, apresentou um modelo de projeto de lei municipal, já utilizado em Londrina, para a elaboração de legislação sobre antenas, seguindo os pressupostos da legislação federal.

O objetivo é que sirva como base para atualização legislativa nos municípios de Maringá, Almirante Tamandaré, Campo Mourão, Colombo, Apucarana, Araucária, Foz do Iguaçu, Guaratuba, Paranaguá, Pinhais e Ponta Grossa.

Presente na reunião, o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Carlos Walter Martins Pedro, ressaltou a importância da parceria com o governo nesta e em outras iniciativas para o desenvolvimento econômico do Estado. “A indústria e a Federação estão e estarão sempre com o governo na torcida e na cooperação para a boa administração do Estado, porque a eficiência do governo interessa a todas as indústrias do Paraná”, disse.

SEGURANÇA – O grupo que trabalha a questão da segurança apresentou o resultado de um mapeamento realizado pela Secretaria de Estado da Segurança Pública, baseado em ocorrências notificadas pelas operadoras.

“Todo esse mapeamento feito pela secretaria indicou as áreas de atenção e vai servir de base para ações de fiscalização, investigação e repressão, quando necessário”, explicou o secretário da Segurança Pública, Romulo Marinho Soares.

Redação Agora1
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