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Polícia Civil desmantela quadrilha que roubava relógios de luxo

9 de março de 2018 - 21:13
Imagem Policia Civil

Nove homens foram presos entre a última terça-feira(6) e esta quinta-feira (8) durante a operação chamada “Olho de Thundera”, coordenada pela Delegacia de Furtos e Roubos (DFR). Os presos são suspeitos de pertencer a uma quadrilha especializada em roubos de relógios de luxo, ou de alto valor de mercado. O grupo teria realizado mais de 100 roubos de relógios de luxo somente no ano passado.

As ações para o cumprimento de mandados judiciais envolveram mais de 70 policiais civis, dentre os quais homens de diversas unidades da Polícia Civil do Paraná, além de equipes do Garra (Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos) de Socorocaba-SP e do Core (Coordenadoria de Recursos Especiais) do Rio de Janeiro-RJ. Um suspeito foi morto durante uma abordagem policial na capital fluminense. Outros três permanecem foragidos.

As buscas culminaram ainda na apreensão de três armas de fogo, sendo uma pistola e dois revólveres. A operação resultou ainda na apreensão de uma motocicleta BMW 850GS, uma motocicleta Yamaha XT600, um veículo utilitário GM Captiva e um Renault Logan.

Segundo o delegado-operacional da DFR, André Gustavo Feltes, que coordenou as investigações, foram expedidos 46 medidas cautelares pela 7ª Vara Criminal de Curitiba, dentre elas 12 mandados de prisão, 16 mandados de busca e apreensão, seis mandados de sequestro de veículos e bloqueios judiciais de contas bancárias. Durante as buscas, os policiais apreenderam vários relógios de pulso de marcas famosas.

“As investigações foram iniciadas no final de 2016, quando a DFR recebeu boletins de ocorrência que noticiavam roubos em que relógios de marca eram os alvos”, disse Feltes. Segundo ele, os trabalhos de investigação demoraram a avançar porque os suspeitos vinham de fora do estado e praticavam os roubos em poucos dias, deixando a cidade de Curitiba logo depois.

As investigações avançaram nos últimos dois meses, quando os suspeitos passaram a ter os telefones monitorados. “Nesse período, nós identificamos aproximadamente 30 roubos em várias cidades, além de Curitiba, nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Nossa estimativa é de que, no último ano, o grupo foi responsável por mais de 100 roubos de relógios, com valores entre R$ 30 e R$ 100 mil”, afirma o delegado Feltes.

Ações – Um vasto aparato policial foi preparado para dar cumprimento aos mandados judiciais. A operação coordenada pela DFR contou com apoio de policiais do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), e do Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (Tigre). Além dos policiais do Paraná, a ação também teve apoio de homens do Garra da Polícia Civil de Sorocaba-SP, e de equipes do Core da Polícia Civil do Rio de Janeiro e Polícia Rodoviária Federal (PRF).

As equipes partiram de Curitiba para as capitais paulista e fluminense, onde estaria parte dos alvos dos mandados. No mesmo dia, três suspeitos praticaram um roubo em um bairro nobre da cidade do Rio de Janeiro. Uma equipe de policiais da Delegacia de Furtos e Roubos que foi ao Rio de Janeiro solicitou o apoio da Core e os suspeitos foram localizados em um hotel, na Barra da Tijuca. Durante a abordagem, realizada pelos agentes da Core, um dos suspeitos tentou reagir e acabou sendo alvejado. Gabriel Fernandes, de 20 anos, foi socorrido mas não resistiu e morreu no hospital. Os outros dois suspeitos foram presos e permanecem custodiados na cidade do Rio de Janeiro.

O delegado-titular da DFR, Matheus Laiola, revela que durante o monitoramento dos telefones, foi constatado o contato de um dos suspeitos com um homem que se identifica como policial militar do Estado de São Paulo. “Nós vamos repassar os indícios que temos do possível envolvimento do policial militar para a Polícia Civil de São Paulo para apurar a atividade criminosa, e para a corregedoria da Polícia Militar daquele estado para que seja apurada uma eventual infração administrativa”, afirma Laiola.

Os suspeitos presos no Estado de São Paulo foram transferidos para Curitiba e devem permanecer no setor de carceragem da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV).

Redação Agora1
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