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Polícia tenta desvendar morte de família em apartamento de Curitiba

Três mortos, duas armas e nenhum bilhete:

26 de agosto de 2026 às 16:20

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Polícia tenta desvendar morte de família em apartamento de Curitiba
Reprodução

Polícia Civil tenta esclarecer o que aconteceu dentro de um apartamento no bairro Água Verde, em Curitiba, onde três pessoas da mesma família foram encontradas mortas na tarde de terça-feira (25). No imóvel, os investigadores encontraram os corpos de um casal e do filho, duas facas com vestígios de sangue e nenhum bilhete que ajudasse a explicar o episódio.

As vítimas foram identificadas como Claudia Hitomi Shimada Furuyama, de 58 anos, Marcos Alberto Furuyama, de aproximadamente 60 anos, e Rafael Furuyama, de 22 anos. Segundo o delegado Ivo Viana, os três apresentavam ferimentos compatíveis com golpes de faca.

“Vamos aguardar o resultado dos exames periciais, tanto do exame de necropsia quanto do local, e também dos exames de material genético, para ter uma ideia de como foi essa dinâmica lá dentro. É muito cedo ainda para adiantar como os fatos aconteceram dentro do imóvel”, afirmou.

Dois corpos estavam em um cômodo e o terceiro foi localizado em outro ambiente. O apartamento tem três quartos. Durante a perícia, foram recolhidas duas armas brancas: uma faca e um canivete. Os objetos apresentavam vestígios de sangue e serão submetidos a exames.

“Os três tinham ferimentos no corpo compatíveis com arma branca. Foram recolhidas duas armas brancas, uma faca e um canivete, que tinham alguns vestígios de sangue. Agora, vamos submeter isso à análise da perícia para verificar de quem é o sangue”, explicou Viana.

Nenhum bilhete é encontrado

De acordo com o delegado, os policiais não encontraram mensagens, anotações ou outros elementos que indicassem uma possível motivação para as mortes. “A gente não encontrou nenhum elemento em relação a isso. Agora será importante ouvir familiares, amigos e moradores do condomínio para entender melhor o que aconteceu ali”, declarou.

A polícia também ainda não sabe quando o episódio ocorreu. Os moradores estranharam o desaparecimento da família, que não era vista desde o fim de semana, e o fato de o cachorro do apartamento latir continuamente.

Depois de tentativas de contato sem resposta, o síndico chamou um chaveiro para abrir a porta do imóvel, localizado no 9º andar. Ao entrar no apartamento, encontrou os três corpos. Não havia sinais aparentes de arrombamento.

Câmeras e depoimentos serão analisados

As imagens das câmeras de segurança do condomínio serão recolhidas para identificar quem entrou ou saiu do apartamento nos dias anteriores à localização dos corpos. Moradores, parentes, amigos e pessoas próximas à família também serão chamados para prestar depoimento.

“A gente não sabe exatamente qual foi o dia e o horário desse episódio. Vamos buscar as câmeras de monitoramento, verificar quem acessou o apartamento nos últimos dias e tomar o depoimento de moradores e de pessoas próximas à família para entender o que aconteceu”, disse o delegado.

A Polícia Civil também apurará a informação de que uma decisão judicial poderia levar a família a perder o apartamento. O dado chegou informalmente aos investigadores e ainda será confirmado.

“A gente não descarta. São informações que chegaram ao nosso conhecimento, mas ainda são informais. Precisamos consultar e verificar se isso de fato procede, para montar o arcabouço probatório e saber se pode ou não ter relação com o episódio”, afirmou Viana.

Investigação ainda não tem delegacia definida

A ocorrência poderá ser investigada pela Delegacia da Mulher ou pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A definição dependerá das conclusões preliminares da perícia e da possível motivação do caso.

“Temos que verificar se a motivação está relacionada à violência de gênero ou se pode ter ocorrido, por exemplo, uma briga entre pai e filho. Existem várias possibilidades. Vamos aguardar o exame de necropsia para reunir os elementos e fazer essa análise preliminar”, explicou.

Os laudos de necropsia, do local e dos materiais genéticos devem ajudar a determinar a sequência das mortes, a origem do sangue encontrado nas armas e a dinâmica do episódio. Até a conclusão desses exames, a polícia afirma que nenhuma hipótese pode ser confirmada ou descartada.

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