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PF mira grupo criminoso que realizou crimes de furto mediante fraude cibernética na Prefeitura de Telêmaco Borba

Por Redação

PF mira  grupo criminoso que realizou crimes de furto mediante fraude cibernética na Prefeitura de Telêmaco Borba
Divulgação
A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (3/4), a operação Private Key com alvos em Brasília/DF, Águas Lindas de Goiás/GO e Santa Luzia/MG. O objetivo é reunir mais informações e identificar todos os participantes de uma suposta organização criminosa.

O alvo da ação é desarticular um grupo que, por meio da invasão de dispositivos informáticos, realizou crimes de furto qualificado mediante fraude cibernética contra a Prefeitura de Telêmaco Borba/PR e a Caixa Econômica Federal.

A investigação revelou que os criminosos, utilizando técnicas avançadas de hackeamento, criaram um site falso para roubo de credenciais. Por meio desse site, induziram um servidor da Prefeitura de Telêmaco Borba a fornecer suas informações de login e senha, que foram posteriormente utilizadas para acessar o sistema GovConta do município.

Com acesso às contas governamentais, os criminosos clonaram o perfil do servidor em um aplicativo de mensagens, utilizando engenharia social para se passar por ele. Então, entraram em contato com o gerente da Caixa Econômica Federal responsável pelas contas, autorizando transferências para empresas de fachada, como se fossem fornecedoras da Prefeitura.

O montante furtado das contas totalizou mais de R$ 6 milhões. Os criminosos, em seguida, pulverizaram esses valores em diversas contas bancárias em nome de laranjas e converteram o dinheiro em criptomoedas. O uso de múltiplas camadas de contas e carteiras de criptomoedas dificultou a rastreabilidade dos recursos, sendo identificadas pelo menos quatro camadas de beneficiários dos valores, incluindo integrantes da organização criminosa que adquiriram bens de luxo e realizaram viagens caras.

A operação, que conta com mais de 30 policiais, visa cumprir quatro mandados de prisão, 11 mandados de busca e apreensão, 51 mandados de sequestro, arresto e bloqueio, além de 9 mandados de sequestro de criptoativos (MSAB).

A ação da Polícia Federal destaca a importância do combate aos crimes cibernéticos e da colaboração entre instituições para a proteção das instituições públicas e financeiras contra-ataques dessa natureza.

A soma das penas, em caso de condenação, chega a 30 anos, em concurso material para os crimes de furto qualificado mediante fraude, invasão de dispositivo informático, lavagem de capitais e organização criminosa.

 

Comunicação Social da Polícia Federal no Paraná
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