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Operação ‘Boi na Linha’ prende 8 suspeitos de aplicação de golpe em vítimas que tiveram veículos roubados

6 de dezembro de 2018 - 05:47
Foto: Divulgação/Polícia Civil

O balanço parcial da operação Boi na Linha, deflagrado pela Polícia Civil do Paraná nesta quarta-feira (5), é de que oito suspeitos de aplicação de golpe envolvendo proprietários de veículos furtados foram presos temporariamente até o início da tarde. Ao todo, mais de 70 policiais civis do Paraná e de Goiás estão nas ruas para cumprir 20 mandados judiciais, sendo 12 de prisão temporária e oito de busca e apreensão.

Entre os presos, um já estava cumprindo pena em Luziânia, que é o líder da quadrilha Marcio Ferreira. Os 8 mandados de prisão já cumpridos foram todos em Goiás: 6 em Luziânia, um em Cidade Ocidental e um em Novo Gama.

No cumprimento dos mandados, policiais apreenderam oito celulares, diversos documentos bancários que demonstram os depósitos que eram realizados, dois laptops e diversos cartões de bancos usados para a prática criminosa.

De acordo com o delegado da unidade especializada em roubos e furtos de veículos do Paraná, Edgar Dias Santana, as investigações iniciaram em setembro de 2017 e constataram que a quadrilha era operada a partir do líder Marcio, preso na Penitenciaria de Luziânia (GO). “O criminoso realizava ligações diretamente para batalhões e delegacias de polícias buscando informações sobre roubos e furtos de veículos. Com base nas informações obtidas, o Marcio efetuava ligações para as vítimas e passava a exigir certa quantia para resgate do veículo e indicava também a conta para a qual deveria ser efetuado o depósito”, explica.

A partir das investigações foram identificados os titulares dessas contas bancárias e coletadas provas, o que permitiu os pedidos de prisão temporária e mandados de busca e apreensão. Edgar diz que os suspeitos responderão pelos crimes de extorsão, falsidade ideológica e associação criminosa.

Boi na Linha

As vítimas da quadrilha que aplicava golpe para o resgate de veículo roubado eram do Paraná, São Paulo e Goiás. De dentro da cela, por telefone, o chefe da quadrilha obtinha informações sobre as vítimas que tinham o veículo roubado ou furtado e depois entrava em contato com elas exigindo dinheiro em troca de entregar o automóvel. Além da perda do veículo, a vítima ainda depositava dinheiro para os criminosos com a esperança de recuperar o bem – o que nunca acontecia.

A suspeita é que esta quadrilha tenha aplicado pelo menos 10 golpes por semana. O valor pedido variava de R$ 1 mil até R$ 7 mil, dependendo do modelo do veículo.

Além de Marcio Ferreira, a polícia está atrás das pessoas que cediam as contas bancárias para que os depósitos em dinheiro fossem feitos. Entre os alvos da operação Boi na Linha estão a mulher do preso e uma cunhada.

Aliás, este trio é um velho conhecido da polícia. No ano de 2015 os três foram presos no Estado de São Paulo suspeitos de aplicar exatamente o mesmo golpe – utilizando o mesmo modus operandi: obtinha informações sobre os roubos e furtos e depois exigia dinheiro das vítimas com a promessa de devolução do veículo.

Redação Agora1
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