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Polícia

“Milícias armadas” agem a mando do MST no Paraná diz Secretário de Segurança

8 de abril de 2016 às 15:45

O secretário de Estado da Segurança Pública (Sesp), Wagner Mesquita, afirmou, em entrevista coletiva realizada na tarde desta sexta-feira (8), que há “milícias armadas” agindo sob o comando regional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, no Oeste do Paraná.

[caption id="attachment_5929" align="alignnone" width="654"]São Jose dos Pinhai, 04 de Abril de 2016, Aniversario BPMA, Secretario Wagner Mesquita, Fotos: Cabo Valdemir da Luz.
Secretario Wagner Mesquita,
Fotos: Cabo Valdemir da Luz.[/caption]

Ele sustentou a tese de que integrantes do movimento teriam provocado o confronto com policiais militares na quinta-feira. Dois trabalhadores rurais morreram e, segundo a Sesp, dois ficaram feridos.

“Temos elementos que comprovam que essas pessoas foram arregimentadas pelo MST e direcionadas contra a PM [Polícia Militar]”, disse Mesquita. “Há uma milícia armada organizada, agindo sob comando do MST na região”, acrescentou.

O principal elemento apresentado pela Sesp na coletiva foi o áudio do depoimento prestado por um sem-terra preso após o confronto. Ele disse que foi “convidado para um protesto” e que, chegando ao ponto onde os policiais estavam, um dos trabalhadores atirou para cima. A partir de então, os policiais revidaram. O disparo teria sido efetuado por um dos sem-terra que morreram na ocorrência.

Questionado se a reação dos policiais foi proporcional e tecnicamente correta, Mesquita se limitou a afirmar que as circunstâncias em que o conflito ocorreu serão apuradas. A coronel Audilene Rocha, por sua vez, avaliou que os PMs agiram de acordo com o que a situação exigia. “[Os policiais] são treinados para se defenderem com o que têm”, resumiu. Apesar de as autoridades de segurança argumentarem que os policiais foram vítimas de uma emboscada, a coronel confirmou que nenhum agente ficou ferido na ação.

Perícia

Segundo a Sesp, os peritos do Instituto Médico-Legal (IML) e do Instituto de Criminalística (IC) só chegaram ao local do confronto na tarde desta sexta-feira, quase 24 horas depois do incidente. Segundo o MST, na tarde e na noite de quinta-feira (23), policiais militares impediram que os feridos fossem socorridos e que os peritos chegassem ao local. A Sesp afirmou que também vai apurar estas circunstâncias. A Secretaria não soube informar se o local do crime foi adulterado, prejudicando a perícia.

A PM diz que apreendeu uma pistola calibre .380 com um dos sem-terra que morreram no incidente e um revólver calibre 38 com a outra vítima fatal. Além disso, os policiais disseram ter encontrado uma capa de arma longa e um estojo de munição calibre 12.

Incêndio

A Sesp justificou a presença dos policiais na área, afirmando que a Polícia Ambiental havia sido notificada de um incêndio ambiental que estaria ocorrendo na área. Um funcionário da empresa Araupel acompanhava os policiais, para, segundo as autoridades, orientá-los na área rural. Uma viatura da Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam) dava apoio, por, de acordo com a Sesp, se tratar de uma área de conflito.

Segundo a coronel Audilene, os policiais vistoriavam um alojamento desativado, quando teriam abordado uma moto, na qual estavam dois trabalhadores rurais. Em seguida, eles teriam sido surpreendidos por ocupantes de uma caminhonete, outras motos e um ônibus, que carregavam sem-terras. “Os policiais revidaram a essa ação injusta e tivemos esse resultado”, disse a coronel.

Reforço

O secretário de Segurança disse que a segurança é crítica na região. O policiamento na região foi reforçado por cem policiais militares, que têm como objetivo evitar novos confrontos e ocupações de terra. A Sesp vai pedir ainda apoio da Força Nacional de Segurança, que, em março, retirou os 30 agentes que mantinha na região.

Fellipe Aníbal, Gazeta do Povo
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