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Vestibulandos realizam provas vocacionadas nesta segunda-feira (8)

8 de julho de 2019 - 11:24
Entrevistas: Carlos Clarindo e Luciane Navarro  Fotos: Aline Jasper e Carlos Clarindo

A Universidade Estadual de Ponta Grossa realiza na tarde de hoje (8) as provas vocacionadas do Vestibular de Inverno 2019. Ontem (7), dos 10.880 inscritos, 8,20% não compareceram para as provas de conhecimentos gerais e redação, percentual inferior ao registrado no ano passado, que ficou em 8,48%.

Nesta segunda-feira, os candidatos realizam provas de Língua Portuguesa, Literatura Brasileira, Matemática, História, Geografia, Física, Química e Biologia. A prova é composta por 45 questões, 15 por disciplina vocacionada, a depender do curso escolhido pelo candidato.

A Coordenadoria de Processos de Seleção (CPS), responsável pela organização do Vestibular, alerta que o horário de abertura e fechamento dos portões é o mesmo do domingo, das 13h às 13h30. Edson Luis Marchinski, chefe da Coordenadoria de Processos de Seleção (CPS), avaliou positivamente esta novidade do vestibular. “Quanto à diminuição da entrada dos candidatos para 30 minutos, tudo deu muito certo e continuaremos aplicando nos próximos eventos”, enfatiza. O coordenador da CPS complementa que na Unicesumar Curitiba, local de prova que recebeu 1648 candidatos, a entrada em 30 minutos fluiu tranquilamente.

Os professores de Português, Literatura e Redação do Cursinho Popular do Diretório Central de Estudantes (DCE) analisaram o tema da redação: racismo estrutural. Aline Schwab, Pascoalina Bailon, Jessé Ricardo Stori de Lara, Meire Anne Bochnia e Silvana Oliveira avaliam que a pergunta temática parte do pressuposto de que o racismo estrutural é inegável na sociedade brasileira, com exemplos e definição conceitual trazidos pelos textos-motivadores.

“A prova, portanto, não pedia ao candidato que concordasse ou não com a existência do racismo estrutural, mas, sim, que indicasse em seu texto dissertativo-argumentativo qual a pior consequência do racismo estrutural. Ou seja: a clareza sobre a tese defendida – de que o racismo estrutural tem uma consequência que é pior que as demais – deve ser embasada por argumentos consistentes, que podem ter por base as informações dos textos-estímulos, mas não pode haver cópias literais de trechos desses textos”, explicam os professores.

Os professores do Cursinho Popular do DCE avaliaram que “o conhecimento de mundo do candidato, ou seja, aquele construído ao longo da formação escolar e pessoal, nesta proposta, pode contribuir para um bom nível de autoria, critério de avaliação importante, estabelecido, inclusive, pelo Manual do Candidato”.

Luciane Clarindo, professora de um cursinho pré-vestibular, avaliou o tema da redação como uma escolha relevante e atual. “A naturalização de um vocabulário racista no Brasil é uma discussão interessantíssima porque muitos vocábulos estão arraigados no nosso léxico cotidiano”, diz. “Na sala de aula abordamos vários temas, o preconceito, especialmente o linguístico, mas não com o enfoque estrutural. Percebi que os textos do comando foram muito bem selecionados porque mesmo aquele candidato que não dominava o assunto conseguiu desenvolvê-lo a partir da própria prova”, comenta.

A estudante Ana Carolina de Oliveira Landuche, inscrita para o curso de Licenciatura de Educação Física, ficou entusiasmada com o tema da redação. “Eu achei polêmico e atual. Busquei referências na trajetória histórica dos negros no Brasil. Tanto nas aulas de história quanto de redação conversamos com os professores sobre o racismo e expressões que não corretas. Então, consegui desenvolver a redação com tranquilidade”, afirma Landuche.

Willian Guillaumette (21), natural do Haiti, mora no Brasil há seis anos e em Ponta Grossa há dois. O jovem imigrante mora e trabalha no Instituto João XXIII e ainda tem dificuldade com algumas palavras em português, visto que no país de origem, a língua predominante é o francês. Motivado pela família, Willian se candidatou a uma vaga para o curso de Licenciatura em Matemática.

As duas irmãs catarinenses Crystielle Nieckarz (19), candidata a uma vaga em Engenharia Civil, e Andressa Nieckarz (17), inscrita para Engenharia de Software, vieram para Ponta Grossa na companhia do amigo Lucas Luan de Souza (21), inscrito para uma vaga em Ciências Contábeis. O grupo de estudantes veio de Itaiópolis, Santa Catarina, distante 200 km de Ponta Grossa. Os três confidenciaram que acompanham a UEPG nas redes sociais e vieram prestar vestibular motivados pelo conceito positivo da instituição. “Temos uma amiga aqui, que cursa Direito. Ela nos deu ótimas referências. A instituição é enorme”, concluiu Lucas, se referindo a extensão do campus.

Alexandre Nagata, de Ponta Grossa, fez questão de acompanhar o filho Rafael até a Central de Salas, campus Uvaranas. Rafael Nagata (17) disse estar preparado para conquistar uma das vagas em Administração e Comércio Exterior. “O sucesso profissional passa por uma boa formação, e a UEPG tem o que eu procuro”, enfatizou.

Enfermeira Maria Dagmar da Rocha é responsável pelo Posto Médico na Central de Salas, no Campus de Uvaranas. Ela alerta que em todos os locais de provas, a Comissão de Processo e Seleção (CPS), disponibiliza um profissional de saúde para prestar o primeiro atendimento caso algum candidato passe mal ou necessite acompanhamento. “A maioria dos atendimentos é por causa de dores de cabeça, causadas pelo esforço e ansiedade. Mas hoje, por exemplo, há dois casos, de monitoramento da glicemia e aplicação de insulina”, explica Dagmar.  “Esse profissional fica responsável por administrar os horários de medicamentos de uso contínuo dos candidatos, caso estes necessitem durante a resolução da prova”, complementa.

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Redação Agora1
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