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Usina de tratamento pode garantir aproveitamento total de resíduos

7 de Dezembro de 2016 às 16:52

Os resíduos produzidos pelos moradores de Ponta Grossa e região podem ter um destino diferente a partir do próximo ano, com a implementação de uma usina de tratamento, que pode garantir o aproveitamento total destes materiais, na geração de energia, de renda e até subprodutos. A previsão é que a construção da usina tenha início no mês de março do próximo ano. Para a instalação dessa estrutura no município, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente realizou um estudo técnico pelo período de três anos, avaliando a produção de lixo em Ponta Grossa e outros 18 municípios da região.

Em uma audiência pública realizada no último dia 29, foram apresentadas duas possibilidades de tecnologia térmica que podem ser aplicadas na usina: a gaseificação e a combustão controlada (massburning). “Foi uma audiência de explanação. É importante porque os técnicos puderam apresentar as vantagens e desvantagens de cada uma das tecnologias. Tivemos uma boa participação de órgãos envolvidos com a área e recebemos um retorno muito positivo do Ministério do Meio Ambiente, de que hoje somos o único município do Brasil que está avançado e preparado para instalar uma unidade de resíduos sólidos”, comemorou a secretária de Meio Ambiente, Patrícia Tuma Hilgemberg.

Além das universidades locais, o Conselho Municipal de Meio Ambiente, representantes do Ministério Público, IAP, entre outros, também participou da audiência pública o gerente de resíduos sólidos do Ministério do Meio Ambiente, Eduardo Rocha Dias.

Agora, o próximo passo é definir tecnicamente qual das duas tecnologias será aplicada na usina e definir qual a área em que será construída. “Essa área será definida através do EIA-RIMA [Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e seu respectivo Relatório de Impacto Ambiental (RIMA)], em conjunto com o Ministério Público. “O projeto foi todo trabalhado em cima da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Assim que deixarmos de enterrar o lixo, vamos conseguir mitigar o impacto ambiental nos recursos hídricos, além de criar inclusão social, renda e energia elétrica. Com a usina, poderemos trabalhar na produção de subprodutos, como paver, portas e até carteiras para as escolas. Vamos abrir um leque e não só para Ponta Grossa, mas para toda a região”, avalia a secretária.

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