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Obras industriais do Parque de Confecções e barracão do IBC iniciam no próximo semestre

5 de outubro de 2018 - 07:55
Divulgação

Por Millena Sartori

No total serão instaladas 10 empresas nos locais; a estimativa é a criação de mais de mil vagas de emprego

Quase 300 vagas de emprego diretas e outras mil indiretas. Essa é a estimativa da Prefeitura Municipal com a viabilização da criação do Parque de Confecções e a concessão de uso do antigo barracão do IBC, que, juntos, já possuem a garantia de instalação de dez indústrias – que totalizam investimentos de quase R$ 5,5 milhões em estrutura. As obras devem iniciar antes do término do próximo semestre, já que foram assinadas ontem (3) a permissão de uso do barracão e o decreto que aprova o loteamento do Parque de Confecções.

Conforme explica o coordenador municipal de Desenvolvimento Industrial, Comercial e Tecnológico, Adilson Dusi Strack, o antigo barracão do IBC se transformará em uma espécie de condomínio industrial, sendo sede de três empresas: Ampere Fios e Cabos, TCM Materiais de Concreto e W.A.M., que produz móveis planejados. “Toda a revitalização ficará a cargo da inciativa privada, sem custos para os cofres públicos. As três fábricas têm o direito de uso e exploração do espaço por dez anos”, aponta Strack.

Com a formalização da concessão as empresas têm o prazo de seis meses para iniciar as obras e dois anos para finalizá-las. “Um espaço que estava em desuso agora gerará empregos e renda. Quando concedemos áreas para empresários não estamos oferecendo benefícios, mas sim contrapartidas diretas para a economia do município”, avalia o secretário de Indústria, Comércio e Qualificação Profissional, Paulo Carbonare.

Toda a revitalização e manutenção do barracão serão de responsabilidade das empresas durante o período concedido; entre as exigências para a concessão do espaço estão o investimento mínimo de quase R$ 3 milhões e a geração de pelo menos 116 empregos diretos.

Parque de Confecções

A prefeita em exercício, Elizabeth Schmidt, também assinou ontem (3) o Decreto 14.960, que aprova o loteamento denominado Parque de Confecções Manoel Machuca Junior, de quase 60 mil m². Na prática, falta apenas a emissão das escrituras públicas para que as sete empresas já confirmadas para o espaço comecem a se instalar na área, que fica região Santa Luiza, bairro Colônia Dona Luíza, às margens da Br-376.

Para Elizabeth, a oficialização do novo polo industrial de Ponta Grossa é uma conquista para todos os munícipes. “O Parque de Confecções era um projeto muito esperado e já quase desacreditado, pois o seu processo burocrático levou anos para ser resolvido. Ficamos felizes em saber que as obras iniciarão no início do próximo ano”, aponta a prefeita em exercício.

O coordenador Strack lembra o processo legal que precisou ser feito para a liberação da área. “Descobrimos que a área destinada a ser o parque não estava em nome do Município, e foram anos de trabalho para a requisição de usucapião ser consolidada no início deste ano. A partir daí começamos a trabalhar na documentação para a doação dos espaços”, conta o coordenador de desenvolvimento industrial.

O Parque conta com vinte e um lotes, e sete já têm empresas confirmadas. São elas: Fernando Brasil Soares e Cia Ltda, Luciane Aparecida Klimeck, Saimon Daniel Jansen ME, A. M. Jansen e Cia Ltda, Richardt e Richardt Ltda, Luiz Carlos Pinheiro Ponta Grossa ME e E. Mainardes Júnior Eireli. Elas totalizam mais de R$ 2,5 milhões de investimentos e preveem a criação de no mínimo 176 indiretos.

Porém, o secretário Carbonare aponta a estimativa de outras mil vagas indiretas. “No ramo de confecções são criados diversos empregos indiretos devido à organização empresarial. Estes serão principalmente compostos pelo público feminino e aquelas costureiras que já possuem oficinas caseiras, por exemplo”, ressalta o gestor.

Adilson Strack concorda, e aponta que a Prefeitura contribuirá com a capacitação da mão de obra. “Já estamos identificando as necessidades das indústrias e para o próximo ano lançaremos projetos de qualificação profissional para consolidar o parque de Ponta Grossa como um polo de confecções”, finaliza o coordenador.

Redação Agora1
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