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Maio registrou chuvas acima e temperaturas abaixo da média no Paraná, aponta Simepar

Chuva dentro a acima da média foi registrada na maioria das estações meteorológicas do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná. Além disso, a temperatura média ficou dentro a abaixo da média histórica — reflexo da redução nas temperaturas máximas, impactadas por vários dias de céu encoberto e presença de massas de ar frio.

1 de junho de 2026 às 19:16

Maio registrou chuvas acima e temperaturas abaixo da média no Paraná, aponta Simepar
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Maio de 2026 registrou chuva dentro a acima da média na maioria das estações meteorológicas do Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná. Além disso, a temperatura média ficou dentro a abaixo da média histórica — reflexo da redução nas temperaturas máximas, impactadas por vários dias de céu encoberto e presença de massas de ar frio. 

O mês começou quente. As temperaturas mais altas de maio de 2026 foram registradas na primeira semana em todas as estações do Simepar, sendo a mais alta em Capanema às 15h do dia 1°: 34,6°C. Já as temperaturas mais baixas do mês também foram as menores do ano até o momento, e registradas entre os dias 11 e 13 — datas em que também houve geada em cidades da metade sul do Estado, e chuva congelada em General Carneiro. 

A temperatura mais baixa foi  -2,4°C, às 7h do dia 11, no Distrito de Entre Rios, em Guarapuava (confira as maiores e menores temperaturas de todas as estações em maio, abaixo). A sensação térmica ficou abaixo de -7°C em General Carneiro na mesma data, devido ao vento na região. 

A temperatura média chegou a ficar mais de 1°C abaixo da média histórica em cidades como Altônia, Antonina, Capanema, Cianorte, Cornélio Procópio, Cruzeiro do Iguaçu, Foz do Iguaçu, Guaíra, Laranjeiras do Sul, Loanda, Paranaguá, Guaraqueçaba, Santo Antônio da Platina, Ubiratã e Umuarama. 

“A persistência de céu encoberto e a ocorrência de chuva nas regiões nas regiões Leste, Campos Gerais, Sudeste, Norte e Noroeste reduziu o aquecimento diurno ao longo dos dias e contribuiu para que as temperaturas máximas em geral ficassem inferiores aos registros históricos para maio. Nas regiões Oeste e Sudoeste, houve atuação mais persistente de massas de ar frio”, explica Júlia Munhoz, meteorologista do Simepar.

A distribuição de chuva foi irregular. Entre as 45 estações meteorológicas do Simepar com mais de cinco anos de operação, apenas nove registraram volumes abaixo da média histórica para maio: Capanema, Cruzeiro do Iguaçu, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Santa Helena, São Miguel do Iguaçu, Toledo, Ubiratã e Umuarama (confira os valores registrados e as médias históricas de todas as estações abaixo). 

Em 18 estações, o volume médio de chuva foi atingido nos primeiros dez dias do mês: Altônia, Antonina, Cambará, Campo Mourão, Cândido de Abreu, Cerro Azul, Cianorte, Cornélio Procópio, Curitiba, Fazenda Rio Grande, Irati, Jaguariaíva, Lapa, Londrina, Maringá, Paranavaí, Ponta Grossa, e Telêmaco Borba. 

Nos dias 17, 18 e 26 de maio, durante tempestades mais intensas, houve precipitações de granizo em várias cidades paranaenses. “A atuação de dois sistemas frontais estacionários favoreceu a ocorrência de precipitação mais frequente e persistente nas regiões Leste, Campos Gerais, Sudeste, Norte e Noroeste, resultando em volumes pluviométricos acima da média histórica”, afirma Júlia. “Já nas regiões Oeste e Sudoeste, a atuação mais persistente de massas de ar frio e seco limitou a ocorrência de precipitação, contribuindo para totais pluviométricos e também temperaturas máximas abaixo dos registros históricos”, acrescenta.

FENÔMENOS - Na última sexta-feira do mês (29) um fenômeno chamou a atenção no céu de Cascavel ao amanhecer. Nuvens com aspecto de “derretidas” tomaram conta do céu. Trata-se de Virga, uma chuva que começa a cair de uma nuvem mais alta (Altocumulus, Altostratus ou Cumulus), mas encontra uma camada de ar muito seco e evapora antes de conseguir tocar o chão, criando esse visual de cortina no céu.

No fim de semana, nuvens que pareciam rastros foram vistas de várias cidades na região de Guarapuava. Eram trilhas de condensação, ou seja, nuvens lineares artificiais formadas por gases quentes expelidos pelos motores das aeronaves que voam em grandes altitudes. O Simepar detectou em imagens de satélite as trilhas de condensação vistas pela população a céu aberto, devido ao excesso de umidade em altura de cruzeiro. 

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