CelebridadesCuriosidadeEsporteEventos GeralMundo MúsicaObrasPatrocinadosPolíciaPolíticaSaúdeSocial Tecnologia
Geral

Pai e filha multados em R$ 20 mil por matar onça dizem não saber como vão pagar

4 de fevereiro de 2025 às 17:22

Pai e filha multados em R$ 20 mil por matar onça dizem não saber como vão pagar
O Ibama multou ele e a filha, Eula Pereira da Silva, em R$ 20 mil cada

O pai da mulher que apareceu em um vídeo matando uma onça-parda a tiros em Alto Longá, no Piauí, disse que não sabe como pagará a multa de R$ 20 mil aplicada pelo Ibama.

Manoel Pereira da Silva alegou que a onça estava atacando seu rebanho, que diminuiu por causa do animal. “Hoje eu não tenho 20 cabeças de bode”, disse ele, em entrevista ao Fantástico, da TV Globo.

O Ibama multou ele e a filha, Eula Pereira da Silva, em R$ 20 mil cada. O crime, filmado e divulgado nas redes sociais, ocorreu em 16 de dezembro do ano passado.

Segundo Manoel, ele não tem dinheiro para pagar a multa. “Não sei como vou pagar”, afirmou ele. “Nosso recurso é nosso salário”.

Adelques Monteiro, chefe da Divisão de Fiscalização do Ibama do Piauí, explicou que a tendência era que o animal fugisse do local. “Ela tem medo dos humanos e não atacaria”.

Segundo o Ibama, três pessoas participaram do crime. A pessoa que filmou as cenas da morte da onça é irmã de Eula, responsável pelos tiros. Fiscais do Ibama no Piauí chegaram a conversar com a autora dos disparos por telefone, enquanto estavam na casa do pai dela pegando os cachorros —os animais foram retirados da família devido aos maus-tratos.

O caso é investigado em duas esferas: criminal e administrativa, com penalidades diferentes. Os responsáveis já foram punidos na esfera administrativa, de responsabilidade do Ibama: são as multas que somam R$ 20 mil para cada. Na esfera criminal (com penas ligadas ao cerceamento da liberdade), a autuação deve ser feita pelo Ministério Público por meio denúncia.

O Ibama informou que pretende fazer a denúncia na esfera criminal. O órgão disse que já trabalha na denúncia, mas, antes, precisa reunir todo o processo e encaminhar à Procuradoria Federal Especial.

De forma geral, a Lei de Crimes Ambientais (Lei Nº 9.605) estipula pena mínima de seis meses a um ano de detenção e multa por matar e perseguir fauna silvestre sem a devida autorização.

A punição pode ser triplicada de acordo com as circunstâncias. Se o crime for contra uma espécie ameaçada de extinção, em unidades de conservação, ou se decorrer de exercício de caça profissional, as penas podem se comparar a matar um ser humano, como no caso de homicídio culposo (sem intenção de matar). Segundo o Código Penal (Art. 121, § 3º), a detenção por homicídio culposo pode variar de um a três anos.

“Quem participou do crime será responsabilizado pela atividade de caça, inclusive quem filmou. A mulher que aparece nas imagens cometendo o crime está sendo comunicada e terá a oportunidade de defesa. Se ela não comparecer ao Ibama, iremos atrás dela e de todos os responsáveis”, disse Bruno Campos Ramos, agente ambiental do Ibama, em comunicado.

Compartilhe:

Enviar no Whatsapp

Leia também

Família procura por rapaz desaparecido desde sábado após ir ao shopping em PG 

Fale conosco

[email protected]

Previsão do Tempo

Carregando...

Cotação A1

Carregando...

10+ Lidas

1.

Como é ‘farmar aura’? São Paulo teve até competição para isso no fim de semana

2.

Jogadora de futsal é suspensa por 5 anos após chutar cabeça de adversária no Ceará

3.

Adolescente de 17 anos morre após ser esfaqueado durante desentendimento em Imbituva 

4.

Capivara com flecha cravada no corpo é resgatada na Represa Guarapiranga, Zona Sul de SP

5.

Após ofensas de Milei a Lula, Itamaraty chama embaixador para consulta

6.

Bebê morre após ser esquecida em carro a caminho de creche

7.

Feira Verde' fecha 1º semestre com mais de 1,3 tonelada de material reciclável recolhido

8.

Prefeitura confirma asfalto em 12 km para mais três vilas

9.

Homem confunde cola instantânea com colírio e para no hospital com olho colado

10.

Lei garante cartilhas sobre parto humanizado e violência obstétrica para gestantes em PG

Institucional

  • Anuncie Conosco
  • O Portal

Categorias

Redes Sociais

Hospedado por CloudFlash
Desenvolvido por Flize Tecnologia