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Família é resgatada pelos Bombeiros após 'cabeça d'água' no Paraná

7 de fevereiro de 2017 às 04:22

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O Corpo de Bombeiros, com o apoio do Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA), resgatou duas crianças e um adulto que estavam ilhados após uma cabeça d'água. A ação aconteceu no domingo (05/02) no Rio Mãe Catira em Morretes (PR), Litoral do estado. As vítimas foram retiradas do local com segurança e passam bem.

Segundo a porta-voz do Corpo de Bombeiros no “Verão Paraná 2016/2017”, tenente Virgínia Maria Zambrim Turra, os três estavam no rio quando foram surpreendidos pela enxurrada. “O pai e os filhos conseguiram ficar em cima de uma pedra até a chegada do resgate. Equipes da Polícia Militar isolaram o local e a aeronave do BPMOA sobrevoou a área. Também cotamos com o auxílio do SAMU litoral”, conta.

CABEÇA D'ÁGUA - Um fator comum neste período do ano são as cabeças d'água. Alguns rios, sobretudo aqueles localizados na base das regiões de serra, estão sujeitos a este fenômeno que trata-se do aumento súbito do volume, velocidade e nível do rio que pode provocar o arrastamento de pessoas, seguido de morte por afogamento. Tal alteração, na maioria dos casos, é provocada por fortes chuvas nas montanhas “rio acima”, mesmo com tempo bom e sol “rio abaixo” no local de banho.

Segundo o tenente Oliveira, este fenômeno é um risco principalmente para as pessoas que não conhecem o local e também não sabem reconhecer os sintomas de uma cabeça d'água. “Algumas orientações são importantes, como ouvir barulhos (estrondos) provenientes de algo como água, rochas e galhos em colisão e em turbilhonamento, mudança na cor da água, aumento do nível e velocidade de escoamento do rio em período de poucos segundos, bem como a chegada de detritos e sedimentos como folhas, galhos e ramos”, conta o tenente Oliveira.

“Para quem for praticar uma atividade como o boia cross, pedimos que utilizem o EPI adequado, como colete e capacete, para que esse equipamento forneça uma flutuação que permita que a pessoa brinque no rio, diminuindo assim o risco de afogamento. Aos demais banhistas orientamos que procurem estar em um local movimentado e com a proteção de guarda-vidas”, finaliza o tenente.

O Corpo de Bombeiros orienta as pessoas para que não entrem em rios de corredeira para atividades de banho ou natação; se entrar em represas, lagos, açudes, remanso de rio use coletes salva-vidas homologado e de tamanho adequado; cuidado com o limo nas pedras ele pode fazer você escorregar e cair na água; cuidado com buracos e fundos de lodo, pois você pode afundar rapidamente; se o rio tiver correnteza nunca entre na água acima do joelho; nunca mergulhe de cabeça; não tente entrar na água para realizar o socorro, ao invés disto chame por ajuda e jogue qualquer material de flutuação para ajudar.

Por Marcia Santos/Jornalista PMPR

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