23 de setembro de 2026 às 12:07

Eles receberam em agosto de 2025 a ligação sobre a possibilidade de acolher Carlos, então com 6 anos, Aghata, de 3, e Emily, de 10 meses.
"Nunca ganhei na loteria, mas, quando escutei na ligação que estavam procurando uma família para três crianças, foi praticamente a mesma coisa", contou Thaynna.
O casal já planejava adotar antes de Thaynna receber o diagnóstico de endometriose. Após saber que poderia enfrentar dificuldades para engravidar, os dois decidiram iniciar o processo, que levou nove meses até a habilitação.
Dez dias depois do telefonema, viajaram 12 horas para conhecer as crianças, que estavam em lares acolhedores. Após quatro dias de visitas, os irmãos passaram o fim de semana com os novos pais e permaneceram com eles mediante autorização judicial.
Antes da adoção, mais de 70 pretendentes recusaram o grupo de irmãos. Thaynna relatou que parte das recusas ocorreu depois que os interessados viram fotos das crianças e afirmou que a preferência por cor da pele, além da resistência a grupos de irmãos e a deficiências, dificulta a busca por famílias. Carlos tem uma forma leve de paralisia cerebral e faz fisioterapia; segundo a mãe, ele avançou na locomoção e na confiança desde que chegou à nova casa.
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