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Clube hípico de Ponta Grossa está à frente das atrações equestres da EFAPI

6 de setembro de 2018 - 07:03
Crédito da foto: Luiz Melão

Pela primeira vez o grupo fará logística dos animais e coordenação técnica das provas

O Clube Hípico de Ponta Grossa (CHPG) fará a recepção de pelo menos 200 equinos a partir da próxima semana dentro das programações da 40ª Exposição Feira Agropecuária e Industrial de Ponta Grossa (Efapi), organizada pela Sociedade Rural dos Campos Gerais.  Os animais que virão de toda a região e também de outros estados ficarão expostos para apreciação dos visitantes da feira e também para participar do quadro de competições que ocorrerão ao longo do evento.

As provas irão concentrar diferentes modalidades e diversos núcleos de criadores e atletas entre os dias 11 e 16 de setembro. Toda a logística que envolve o recebimento e alojamento dos cavalos será de responsabilidade da diretoria do CHPG, que coordena todas as atividades equestres da Efapi. “Pela primeira vez o Clube Hípico é responsável pela coordenação dos equinos na feira. Faremos o recebimento e também a conferência para que a chegada, estadia e saída dos cavalos seja mais organizada possível”, explica a Manoella Guimarães, presidente do Clube Hípico de Ponta Grossa.

A centralização do setor de equinos, inclusive a gestão técnica das provas, irá proporcionar ao Clube Hípico mais contato com os outros grupos atuantes na cidade. “A intenção é congregar todos os envolvidos com equinos na região para demonstrar que a estrutura do Parque de Exposições pode ser melhor aproveitada pelos diferentes núcleos de criadores, independente de qual seja a raça dos animais. Nada melhor do que a Efapi para fazer tudo isso acontecer e, ainda, divulgar para a população os esportes equestres de maneira geral e a tradição que Ponta Grossa possui na criação de cavalos”, explica.

Durante o evento, além dos cavalos hípicos estarão reunidas as raças manga larga, quarto de milha, crioulo, campolino e muladeiro. O instrutor responsável do Clube Hípico de Ponta Grossa, Raphael Corrêa, reforça que essa diversidade é muito positiva para o meio, pois será uma oportunidade para demonstrar à sociedade a importância dos esportes equestres e de toda estrutura disponível para treinos de qualquer modalidade – salto, tambor, laço, baliza etc. Na região não há nada parecido em termos de tamanho e estrutura como o Centro Agropecuário Ayrton Berger. “A região dos Campos Gerais é bem desenvolvida nos esportes equestres, é um celeiro formador com movimentação muito forte de raças que viajam para outros estados para competir representando bem a cidade”. Dessa forma, é importante reforçar que temos aqui no Parque de Exposições uma estrutura de ponta para receber todos que estão interessados em conhecer mais os esportes, praticar, ou simplesmente desfrutar do espaço”, diz.

Segundo Corrêa, o desafio durante a Efapi será quebrar as barreiras que existem em todo o Brasil com relação aos diferentes grupos marcarem presença no mesmo espaço ao mesmo tempo. O instrutor percebe uma separação, um certo preconceito de um esporte pra outro, de uma raça pra outra. “A gente quer quebrar isso, afinal, estamos dentro de um local em que tudo foi construído para receber todas as raças. Queremos todo mundo envolvido no mesmo evento. Inclusive, nós do núcleo do hipismo já tivemos uma experiência recente com o grupo dos cavalos crioulos, onde conseguimos usar a mesma pista ao mesmo tempo e isso foi incrível”, comenta.  O instrutor diz que o Clube Hípico já vem demonstrando uma grande abertura e, prova disso, é o recebimento de cavalos de outras raças nas cocheiras próprias para realizar trabalhos de doma e hospedagem, por exemplo. “No fim das contas, o que importa para nós é que todo mundo é apaixonado por cavalo”, destaca.

 Provas – premiações variam de acordo com cada modalidade

As provas de hipismo (não federadas) serão realizadas exclusivamente no dia 16 de setembro e não haverá a cobrança de taxa de inscrição para atletas e cavalos. “As premiações para o hipismo serão medalhas, escarapelas e troféus. Apenas após a conclusão da obra da nova pista do CHPG, poderemos sediar competições oficiais com a anuência da federação”, explica Manoella.

Os outros esportes, que cobrarão inscrições de participação dos atletas, farão premiações em dinheiro na Efapi. As recompensas irão variar de acordo com cada núcleo equestre. Alguns, já mais avançados na cidade terão provas que serão pontuadas e farão parte de alguns rankings, como por exemplo, quarto de milha e cavalo crioulo. “As etapas oficiais serão pontuadas, já as competições de salto (hipismo) serão mais festivas, uma espécie de prova de apresentação”, esclarece a presidente.

 Planos futuros – feira de esportes equestres em 2019

O Clube Hípico de Ponta Grossa possui apenas oito meses de atuação na equitação básica e avançada para todas as idades. A estrutura também contempla estabulagem de cavalos e doma de animais. Com operação recente no Parque de Exposições, o Clube Hípico pretende atrair a população na Efapi para que todos conheçam a estrutura e o trabalho desempenhado no espaço, com vistas a outras propostas para 2019.

Manoella Guimarães explica que o CHPG decidiu abraçar o núcleo equestre da feira para ganhar know-how em várias frentes. Além de estreitar relacionamento com núcleos de criadores, o propósito é chamar atenção das pessoas para o resgate do hipismo na cidade. O esporte passou um tempo estagnado, mas agora a ideia é movimentar os interessados e desmistificar a prática. “As pessoas têm a falsa ideia de que o hipismo é um esporte requintado e que o custo para fazer aulas é muito alto. Essa elitização do esporte nos faz muito mal. Atualmente, praticar o hipismo aqui na nossa escola de equitação possui um investimento semelhante às aulas de natação, ballet, crossfit ou outras academias mais completas, por exemplo. As mensalidades se equiparam”, explica ela.

“Assumimos a Efapi com planos ousados para o futuro. A partir desse evento queremos ganhar experiência para organizar, em maio de 2019, uma grande feira de esportes equestres, também em parceria com o apoio da Sociedade Rural. Durante uma semana pretendemos reunir mais de mil cavalos que praticam esportes em toda região e fomentar a prática”, complementa Raphael. “Para que isso aconteça com sucesso, precisamos ser conhecidos na região e ganhar a credibilidade do público. Tudo isso vai começar pela Efapi”, finaliza o professor.

Redação Agora1
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